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Notícias O governo dos Estados Unidos rejeitou a proposta de taxar o Google e outros três gigantes da tecnologia com base no volume de transações que eles realizam

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Ideia foi sugerida pela França para evitar uso de brechas tributárias na União Europeia. (Foto: Reprodução)

O secretário do Tesouro dos Estados Unidos, Steven Mnuchin, anunciou neste sábado que o governo norte-americano não apoiará a proposta da França de taxar quatro gigantes da tecnologia – Google, Apple, Facebook e Amazon – por seu volume de transações. “Acredito que o conceito de impostos sobre o volume de vendas não tem sentido, e acho que não é a direção correta”, declarou à imprensa em meio à reunião entre o Banco Mundial e o FMI (Fundo Monetário Internacional).

Na semana passada, o ministro francês das Finanças, Bruno Le Maire, defendeu em Washington a proposta de Paris em taxar os gigantes tecnológicos da internet com base nesse quesito e não por seus lucros. Essa mudança se propõe a evitar que os gigantes da tecnologia aproveitem lacunas nos códigos tributários dos 28 países da União Europeia, que em alguns casos permite que paguem quantidade ínfimas de impostos.

Além de descartar o apoio a essa iniciativa, Mnuchin reafirmou que a sua prioridade no Tesouro dos Estados Unidos é impulsionar uma reforma tributária. “As empresas norte-americanas são taxadas em outras jurisdições de todo o mundo. Então, não é que as companhias de Internet não sejam taxadas”, argumentou.

Ele admitiu, no entanto, que “quando se paga taxas no exterior recebe um crédito tributário nos Estados Unidos”. O representante norte-americano frisou que a questão das taxas “surgiu com inúmeros ministros das Finanças” durante as reuniões do FMI e do Banco Mundial, que terminam nesse sábado, em Washington. “Esperamos ter debates produtivos sobre isso”, assinalou.

Reforma fiscal

No início deste mês, o mesmo secretário do Tesouro garantiu que o polêmico projeto de reforma fiscal não favorecerá os mais ricos, diferente do que sustenta a oposição democrata. “Este não é o caso”, disse Mnuchin à um repórter da rede ABC, ao ser questionado sobre o assunto.

“Como dissemos, as mudanças na faixa mais elevada são compensadas pela eliminação de quase todas as deduções, exceto as que dizem respeito a doações de caridade ou juros sobre empréstimos imobiliários”, destacou o chefe do Tesouro.

“Mais uma vez, e sempre fomos coerentes, o objetivo do presidente Donald Trump é criar cortes de impostos para a classe média e não cortes de impostos para os mais ricos, e acho que o Congresso entende assim”, reiterou. “A ideia da Casa Branca é de que os ricos não tenham cortes de impostos”, disse.

Qualificado por Trump como “revolucionário”, o projeto suscita profundas divergências por seu potencial impacto econômico e social. Entre suas maiores mudanças está a redução dos impostos às empresas, que passariam de 35% a 20%. O imposto de renda diminuiria e seria menos progressivo, passando das sete faixas atuais para apenas três, com uma máxima de 35% no lugar de 39,6%.

Uma eventual faixa adicional sobre os mais ricos poderia ser adicionada, embora a proposta seja vaga. “Esta não é uma reforma tributária, é um presente para os mais ricos, pago pela classe média”, destacou esta semana Nancy Pelosi, líder da minoria democrata na Câmara dos Representantes.

tags: tecnologia

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