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Brasil O governo federal estuda obrigar as companhias aéreas a darem passagem a jovens carentes

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O benefício é dado hoje na compra de passagens de ônibus, trem e barco interestadual, e é limitado a duas vagas gratuitas e duas com desconto de 50% por veículo convencional. (Foto: Reprodução)

A SNJ (Secretaria Nacional da Juventude) elaborou um projeto que pretende ampliar também para o transporte aéreo doméstico a gratuidade e a meia-entrada a jovens de baixa renda com até 29 anos.

O benefício é dado hoje na compra de passagens de ônibus, trem e barco interestadual, e é limitado a duas vagas gratuitas e duas com desconto de 50% por veículo convencional.

Foram 324,9 mil bilhetes gratuitos e 63,6 mil meias passagens concedidos no âmbito do programa em 2017.

O número de cadastrados aumentou 48% de dezembro do ano passado a março deste ano, segundo a SNJ. O órgão estima que existam no País 16 milhões de habilitados a requerer o benefício. A secretaria também prevê expandir o programa a bilhetes de ônibus executivos.

“Já temos parecer favorável do jurídico do Planalto no caso das passagens terrestres. O texto sobre as aéreas está em análise na Presidência. Entraria em vigor com a assinatura do presidente, sem necessidade de passar pelo Congresso”, diz o secretário, Assis Filho.

A política pública, em vigor desde 2016, é contestada pela Abrati (associação das viações), que move uma ação no Supremo contra a medida.

A entidade argumenta ser prejudicada em relação às aéreas, que hoje não têm a obrigação de cumprir a norma. “O segmento está em desespero por conta do benefício. A primeira reação a isso é a redução de investimentos, a frota fica mais velha”, diz Eduardo Tude, presidente da associação. 

Procurada pela coluna, a Abear (das companhias aéreas) informou desconhecer o projeto da SNJ e, por isso, não ter condições de comentá- lo.

A Tempo Assist, empresa de assistência a seguradoras, tem um plano para entrar em um novo segmento de atendimento: o de pagamento por uso direto.

A companhia atende hoje motoristas de carros com apólices, mas ela pretende passar a atender um público mais popular, que não tem seguro, dessa maneira.

A empresa deverá criar um nome diferente para entrar nesse segmento, o que deverá acontecer em três anos. A partir de 2018, ela investirá R$ 30 milhões em um serviço móvel, por enquanto só para carros com seguros, que pode tanto reparar veículos quebrados como guinchá-los. “A meta é consertar 90% dos carros no ato”, diz o diretor-executivo Gibran Marona. Esse serviço começa a ser oferecido em cinco capitais ainda neste ano, afirma ele.

A Tempo é controlada pelo fundo de investimentos Carlyle há pouco mais de três anos. Os estrangeiros deverão permanecer com a empresa até 2025, diz Marona.

Evitar demissões

O MPT (Ministério Público do Trabalho) enviou recomendações à Boeing e à Embraer para que, se houver aquisição por parte da americana, se garanta o patamar de empregos no Brasil.

O órgão sugere que elas procurem os sindicatos para explicar quais serão os impactos e pedir a eles propostas sobre como tratar o tema. “Há indicadores que apontam que, se a Boeing de fato adquirir a Embraer, poderá levar a atividade para fora do Brasil, e isso significaria a perda de vagas aqui”, diz Rafael Gomes, um dos procuradores que assinam a notificação.

A mudança da lei trabalhista contemplou o tema das demissões em massa.  Antes dela, o empregador precisava negociar com o sindicato antes de efetuá-las. Agora, já não é tão claro como deve ser o procedimento, afirmam advogados. “Depois da reforma, isso caiu por terra”, diz Luis Fernando Riskalla, advogado do Leite, Tosto e Barros.

A questão foi judicializada, diz Rodrigo Takano, do Machado Meyer. “A matéria não está sedimentada.” A reforma teve a intenção de acabar com a negociação em casos de demissão em massa, mas o texto é vago e dá margem a interpretações, afirma o procurador Gomes.

Tirar o pó

A importação de máquinas usadas na indústria cresceu 6,4% no primeiro trimestre deste ano em relação ao mesmo período de 2017, segundo a Abimei (do setor).A variação ficou um pouco abaixo dos 10% previstos, afirma Paulo Castelo Branco, presidente da entidade.

Ainda assim, a previsão é que o aumento chegue a 30% neste ano, em parte porque muitos equipamentos que são encomendados no primeiro trimestre só entram no país no fim do ano, diz ele. “Abril também foi positivo, muitos projetos foram desengavetados, mas ainda estamos em um ritmo muito abaixo do que existiu em 2013 no Brasil”, diz Duarte Alves, diretor da importadora Okuma no País.

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