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Brasil O governo federal tem um plano para a retirada de brasileiros da Venezuela

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Qualquer ação dependerá de orientações do Ministério da Defesa. (Foto: Reprodução)

A Casa Civil está preparando um plano de emergência que contará com o apoio das Forças Armadas para a retirada de brasileiros da Venezuela, caso a situação no país se agrave ainda mais e estes cidadãos manifestem desejo de sair do país vizinho. A avaliação de estrategistas do governo é que o pior impacto ocorrerá se houver uma ruptura total institucional na Venezuela, que certamente poderia levar à uma guerra civil, levando a um fluxo de saída de brasileiros cerca de dez vezes maior do que já está acontecendo agora.

A Agência Brasileira de Inteligência (Abin), que tem uma representação em Caracas, está monitorando a situação na Venezuela. As informações que chegam ao Planalto é que só haverá uma mudança drástica da situação do país caso os militares venezuelanos desistam de apoiar o governo do presidente Nicolás Maduro, o que acreditam que não está ainda perto de ocorrer.

Após cerimônia de apresentação dos oficiais promovidos ao presidente Michel Temer, no Palácio do Planalto, o ministro-chefe do Gabinete de Segurança Institucional (GSI) disse que há duas preocupações básicas do governo: acolher os venezuelanos e resgatar os brasileiros que quiserem voltar ao Brasil. “Nossa preocupação é humanitária, com a questão da violência e do abastecimento da população e com a nossa fronteira”, reiterou o ministro Sergio Etchegoyen, que não tratou da situação política da Venezuela nem deu detalhes de como o plano está sendo elaborado. “Não conheço detalhes do plano”, observou ele, ressaltando que a Casa Civil está conduzindo o processo.

A Força Aérea Brasileira já tem um plano pronto de resgate desse pessoal, com mobilização de aeronaves. Mas qualquer ação dependerá de orientações do Ministério da Defesa, que definirá se o governo brasileiro deverá agir, quando, onde e quantas pessoas devem ser resgatadas.

O número real de brasileiros que vivem na Venezuela é desencontrado. Oficialmente são 17 mil vivendo legalmente no país. Mas a estimativa é que, na verdade, mais de 30 mil brasileiros vivem lá. Por isso mesmo, há uma preocupação humanitária muito grande porque, dia a dia cresce pressão de refugiados venezuelanos sobre o Estado de Roraima.

A maior quantidade de venezuelanos, no entanto, tem preferido seguir para a Colômbia, já que as cidades colombianas vizinhas à Venezuela têm infraestrutura maior do que as brasileiras. Além disso, há a facilidade da língua. No caso do Brasil, além de Pacaraima, em Roraima, Boa Vista e Manaus também já estão enfrentando problemas de abastecimento e de atendimento em hospitais e unidades de saúde, além de outros sistemas públicos. Neste três locais, já há saturação. Por isso mesmo, ações emergenciais estão sendo preparadas para melhorar o recebimento de brasileiros e venezuelanos.

Um balanço apresentado pelo GSI mostra que, de 28 de julho a 7 de agosto, 2.430 venezuelanos atravessaram a fronteira e apenas 835 retornaram à Venezuela. Ou seja, 1.595 permaneceram no Brasil. A situação da região tem sido motivo de preocupação também das Nações Unidas. O Alto Comissariado para Refugiados (Acnur), que cuida de refugiados, já visitou a região para ver as condições de saturação das cidades e ajudar a tentar oferecer auxílio para ações humanitárias. (AE)

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