Domingo, 10 de maio de 2026

Porto Alegre

CADASTRE-SE E RECEBA NOSSA NEWSLETTER

Receba gratuitamente as principais notícias do dia no seu E-mail.
cadastre-se aqui

RECEBA NOSSA NEWSLETTER
GRATUITAMENTE

cadastre-se aqui

Notícias O governo gaúcho busca em Brasília a liberação de recursos para obras em rodovias de acesso a 52 municípios do Estado

Compartilhe esta notícia:

Quase 800 quilômetros de rodovias com esse perfil precisam de pavimentação. (Foto: Divulgação/GovRS)

Durante reunião em Brasília na tarde dessa terça-feira, o secretário estadual de Logística e Transportes, Juvir Costella, pediu à bancada gaúcha na Câmara dos Deputados a liberação de recursos para obras em rodovias de acesso municipal no Rio Grande do Sul. Ele propôs que verbas de emendas parlamentares sejam destinadas para a pavimentação das rodovias.

De acordo com Costella, 52 cidades gaúchos ainda não contam com ligação asfáltica nem fonte de recursos definida para o início das obras. São 778,48 quilômetros de estradas que precisam ser pavimentados, a um custo aproximado de R$ 1 bilhão. “Em pleno século 21 é inadmissível que tenhamos mais de cinquenta municípios nessa situação”, enfatizou o secretário.

“Trata-se de uma necessidade urgente, na qual esbarram o crescimento econômico e a autoestima dessas comunidades. É por isso que, diante de um cenário de grave crise financeira, o Estado precisa ser criativo e firmar parcerias para retomar o desenvolvimento”.

A proposta está sob análise dos 31 deputados que compõem a bancada gaúcha. Os parlamentares devem definir a destinação dos recursos de emendas parlamentares até o fim de outubro.

O titular da pasta permanece na capital federal nesta quarta-feira, a fim de participar de uma audiência com o ministro da Infraestrutura, Tarcísio Gomes de Freitas. O encontro tem como pauta demandas do setor de transportes.

Pesca

Enquanto isso, em Porto Alegre, o governador Eduardo Leite recebia em seu gabinete no Palácio Piratini o secretário nacional de Aquicultura e Pesca, Jorge Seif Júnior. Acompanhado de representantes das secretarias de Agricultura, Pecuária e Desenvolvimento Rural e do Meio Ambiente e Infraestrutura, ele ouviu demandas e discutiu políticas públicas para a atividade pesqueira.

Dentre os assuntos debatidos esteve a Lei estadual 15.223/2018, que reordenou o setor pesqueiro no Rio Grande do Sul, limitou a pesca de arrasto (em que redes são atiradas no oceano) e ampliou de três milhas náuticas (5,5 quilômetros) para 12 milhas náuticas (22,2 quilômetros) a faixa oceânica em que a pesca é proibida.

Enquanto pescadores e pesquisadores gaúchos defendem que a norma seja mantida para preservar a vida marinha em áreas mais próximas da costa e, assim, aumentar o estoque de pesca, uma ADI (Ação Direta de Inconstitucionalidade) ajuizada no STF (Supremo Tribunal Federal) pelo PL (Partido Liberal) questiona a medida. Isso porque a zona referida do mar pertence à União.

“Nós temos respaldo técnico, com estudos que sustentam a lei, mostrando os danos que a pesca de arrasto pode provocar à pesca artesanal, muito forte aqui no Rio Grande do Sul”, frisou Leite.

“Temos respaldo jurídico com argumento da nossa Procuradoria-Geral do Estado e apoio político, afinal, a medida foi aprovada de forma unânime pela Assembleia na legislatura passada. No entanto, vamos aguardar a decisão do STF e, independentemente do que for decidido, vamos procurar estabelecer um diálogo para aprimorar as políticas do setor e extrair o melhor dessa discussão pensando em sustentabilidade e renda”.

De acordo com Seif, o Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento já criou um grupo técnico para discutir com pescadores, indústria, universidades e autoridades as questões ligadas à pesca de arrasto em todo o País. Além disso, o secretário nacional entregou a minuta de um projeto para que o Rio Grande do Sul possa incorporar peixe na merenda das escolas.

Leite determinou que as sugestões sejam analisadas pelas devidas equipes técnicas do governo e reiterou que o Estado está promovendo atualizações no código ambiental, reformas estruturantes e projetos de desenvolvimento para que o Rio Grande do Sul retome o crescimento.

(Marcello Campos)

Compartilhe esta notícia:

Voltar Todas de Notícias

Deixe seu comentário

Os comentários estão desativados.

Meghan Markle se posiciona como mulher negra em discurso na África do Sul
Ministério da Economia reduz exigências de higiene e conforto nos locais de trabalho
Pode te interessar