Quinta-feira, 02 de Abril de 2020

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Mundo O homem mais rico da Dinamarca perdeu três filhos nos atentados no Sri Lanka

Anders Holch Povlsen é proprietário do grupo de moda Bestseller. (Foto: Divulgação)

Anders Holch Povlsen, o homem mais rico da Dinamarca, perdeu três de seus quatro filhos durante os ataques terroristas ocorridos no Sri Lanka no domingo (21). As informações são das agências de notícias Reuters e AFP.

Explosões em igrejas e hotéis do Sri Lanka mataram ao menos 290 pessoas. O governo local apontou um grupo jihadista como culpado pelos atos.

Povlsen é proprietário do grupo de moda Bestseller, que possui marcas como Vero Moda e Jack & Jones. De acordo com a Forbes, ele possui cerca de US$ 7,9 bilhões (R$ 31 bilhões) em patrimônio. A empresa possui cerca de 3.000 pontos de venda em 70 países.

As mortes foram confirmadas pela empresa, mas a identidade e a idade das vítimas não foram reveladas. “Pedimos que a privacidade da família seja respeitada e não faremos outros comentários”, disse Jesper Stubkier, gerente de comunicações da Bestseller.

Segundo a imprensa dinamarquesa, Anders, sua esposa Anne e os quatro filhos estavam de férias no Sri Lanka.

Povlsen também é acionista majoritário da marca britânica de moda online ASOS e faz parte do capital da Zalando, especialista alemã em vendas pela Internet.

O bilionário também possui o equivalente a 1% das terras da Escócia, além de uma grande reserva na Romênia, dedicada à preservação de lobos e ursos, segundo a Forbes.

Lei de emergência

O governo do Sri Lanka disse nesta segunda-feira (22) que está invocando poderes emergenciais na esteira de ataques a bomba devastadores em igrejas e hotéis que mataram 290 pessoas e feriram quase 500 e foram atribuídos a militantes com laços estrangeiros.

A lei de emergência, que concede poderes amplos para a polícia e os militares deterem e interrogarem suspeitos sem mandados judiciais, entrará em vigor à meia-noite desta segunda-feira, informou o gabinete presidencial.

O clima em Colombo, a capital litorânea da ilha do Oceano Índico, estava tenso nesta segunda-feira. A polícia disse que 87 detonadores de bombas foram encontrados na principal estação de ônibus da cidade, e um explosivo foi detonado perto de uma igreja onde dezenas foram mortos no domingo quando agentes de um esquadrão antibombas tentavam desativá-lo.

O governo também anunciou um toque de recolher a partir das 20h (hora local).

Nenhum grupo assumiu a autoria das explosões, mas a suspeita se concentra em militantes islâmicos no país de maioria budista.

Investigadores disseram que sete homens-bomba participaram dos ataques, e um porta-voz do governo disse que uma rede internacional está envolvida.

A polícia recebeu uma dica de um possível ataque de um grupo islâmico do país pouco conhecido contra igrejas cerca de 10 dias atrás, segundo um documento visto pela Reuters.

O relatório de inteligência em questão, datado de 11 de abril, disse que uma agência de inteligência estrangeira alertou as autoridades sobre possíveis ataques do líder do grupo Thawheed Jama’ut Nacional contra igrejas. Não ficou claro de imediato se alguma ação, e qual, estava sendo adotada em reação à dica.

A polícia disse que 24 pessoas foram presas, todas elas srilanquesas, mas não deu maiores detalhes.

Especialistas internacionais em antiterrorismo disseram que, mesmo que um grupo local tenha realizado os ataques, é provável que o Estado Islâmico ou a Al Qaeda esteja envolvido, dado o nível de sofisticação.

Dois dos homens-bomba se explodiram no hotel de luxo à beira-mar Shangri-La de Colombo, disse Ariyananda Welianga, autoridade de alto escalão da divisão forense do governo. Os outros visaram três igrejas e dois outros hotéis.

Um quarto hotel e uma casa no subúrbio da capital também foram atingidos, mas não ficou claro de imediato como estes ataques foram realizados.

A maioria dos mortos é de srilanqueses, mas autoridades governamentais disseram que 32 estrangeiros foram mortos, entre eles cidadãos britânicos, norte-americanos, australianos, turcos, indianos, chineses, dinamarqueses, holandeses e portugueses.

Questionamentos sobre a razão de o relatório de inteligência não ter levado a uma reação podem criar desavenças entre o primeiro-ministro, Ranil Wickremesinghe, e o presidente.

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