Quarta-feira, 27 de maio de 2026
Por Redação O Sul | 9 de setembro de 2018
Adélio Bispo de Oliveira, que esfaqueou o candidato Jair Bolsonaro (PSL) em Juiz de Fora na quinta-feira (6), é defendido por quatro advogados: Zanone Manuel de Oliveira Junior, Pedro Augusto de Lima Felipe e Possa, Fernando Costa Oliveira Magalhães e Marcelo Manoel da Costa.
Zanone Junior, que trabalhou nos casos do goleiro Bruno e da missionária americana Dorothy Stang, disse no sábado (8) à reportagem do Jornal Nacional, da TV Globo, que foi contratado por um homem de Montes Claros, que seria da mesma igreja de Adélio.
O advogado não quis revelar o nome dessa pessoa. Zanone Junior acrescentou que os advogados foram pagos para os primeiros dias da defesa de Adélio e não revelou o valor.
Outro advogado de Adélio, Fernando Magalhães, que também atuou no caso Bruno, disse que o trabalho dos defensores de Adélio não tem relação alguma com partidos políticos ou nomes públicos conhecidos.
Magalhães também não quis revelar a identidade de quem o pagou e quanto foi pago. Durante os últimos dias, circularam nas redes sociais suspeitas contra os advogados, indagando quem estaria por trás da contratação deles.
No fim da tarde de sábado, a Ordem dos Advogados do Brasil de Barbacena, na Zona da Mata de Minas, divulgou nota de repúdio sobre as suspeitas levantadas nas redes sociais em relação aos advogados.
A entidade afirmou que a tentativa de macular a honra e a dignidade dos profissionais, além de configurar crime, é também um ataque à democracia e à própria OAB. E acrescentou que todos têm direito ao devido processo legal, com garantia de ampla defesa por meio de um advogado.
Sem intenção de matar
O advogado Pedro Augusto Lima Possa, que também é defensor de Adélio, disse ao portal de notícias G1 na quinta-feira (6) que o cliente não tinha intenção de matar o presidenciável do PSL. Segundo Possa, Adélio afirmou que agiu por ‘motivações religiosas’ e ‘de cunho político’.
Candidato do PSL à presidência, Jair Bolsonaro levou uma facada durante um ato de campanha em Juiz de Fora (MG), na tarde da última quinta. Ele era carregado nos ombros por apoiadores quando um homem se aproximou e o feriu na barriga. O agressor foi preso pouco depois.
Adélio Bispo de Oliveira, de 40 anos, está preso, confessou o crime e disse que realizou o ataque “a mando de Deus”. Ele foi transferido para o presídio federal de Campo Grande (MS), onde ficará isolado.
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