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Brasil O horário de verão deve resultar em uma economia de até 5% em 2018

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Crise do setor elétrico e estímulo à economia justificariam a volta do horário especial. (Foto: Reprodução)

A maior parte dos brasileiros já adiantou uma hora em seus relógios por conta do horário de verão que começou no dia 4 de novembro. O objetivo dessa estratégia é aumentar a economia de energia elétrica durante o “horário de pico”, período composto por três horas diárias consecutivas, durante o qual o consumo de energia elétrica tende a ser maior. Segundo o governo federal, a medida possibilitou uma redução média de 4,5% na demanda por energia no horário de maior consumo (18h às 21h) e uma economia absoluta de 0,5%, anuais, na última década.

“A economia em 2017, comparada com o ano de 2016, foi de 160 milhões de reais”, avalia o professor de Engenharia Elétrica do Centro Universitário Internacional Uninter, Juliano de Mello Pedroso.

Com essa proposta de adiantar os relógios e com a redução do consumo de energia, o País consegue diminuir o consumo nas hidrelétricas e ainda evitar a sobrecarga no sistema elétrico devido aos horários de pico – já que nesse período do dia ainda haverá uma quantidade de energia solar significativa. “Além de economizar energia, essa estratégia também é importante para não precisarmos comprar energia adicional durante o horário de verão, o que já é um ótimo motivo”, ressalta o professor.

Além do horário de verão, há outras medidas que podem ajudar a economizar energia como, por exemplo, trocar as lâmpadas tradicionais por incandescentes, que possuem uma durabilidade maior e o consumo é reduzido em comparação às outras, bem recomo retirar adaptadores das tomadas quando não estiverem em uso.

Adiado e mais curto

Neste ano, o horário de verão foi adiado algumas vezes. O calendário foi ajustado em razão das eleições, por meio de decreto em dezembro de 2017. Como a data final não foi alterada, o período será menor do que os anos anteriores. O horário de verão está previsto para terminar no dia 16 de fevereiro de 2019.

Governo Bolsonaro

Para o período de 2019 a 2020, a decisão ficará a cargo do futuro presidente Jair Bolsonaro (PSL).
Estudos realizados no ano passado pelo Ministério de Minas e Energia, em parceria com o ONS (Operador Nacional do Sistema Elétrico), apontaram que a economia do período não é mais significativa do ponto de vista energético.

O motivo é a mudança do padrão de consumo da população, que passou a gastar mais energia entre 14h e 15h, deslocando assim o pico de consumo, anteriormente registrado das 17h às 20h.

O presidente do Instituto Acende Brasil, Claudio Salles, afirma que acabar com o horário de verão é uma decisão muito mais política do que energética. “Existe uma economia pequena [de energia], mas que não é desprezível. Por outro lado, não é tão grande assim que tenha que ser imposta se houver algum custo para a sociedade”.

Em 2017, a equipe do presidente Michel Temer estudou acabar com o período devido aos estudos do Ministério de Minas e Energia, mas não chegou a bater o martelo. Em 2019, a equipe de governo de Bolsonaro será a responsável por decidir se o horário de verão deve permanecer ou acabar.

Para Salles, o assunto deve ser debatido e “é função [do governo] a interpretação do interesse da sociedade”.

Salles explica que, diferentemente de outros produtos e serviços ofertados aos brasileiros, a energia elétrica não pode faltar nunca. “O sistema elétrico tem que ter potência suficiente e capacidade disponível para atender o consumo na hora que ele acontecer”, explica.

Segundo o Ministério, os documentos foram enviados para o governo federal, que decidiu manter o horário em 2018.

tags: economia

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