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Por Redação O Sul | 27 de novembro de 2017
O ICST (Índice de Confiança da Construção), divulgado nesta segunda-feira (27) pela FGV (Fundação Getulio Vargas), subiu 1,1 ponto em novembro, para 79,1 pontos, considerando-se dados ajustados sazonalmente. Essa foi a sexta alta consecutiva do índice.
“Em novembro, vale destacar que a percepção das empresas em relação à carteira de contratos teve forte avanço. Também houve aumento nas assinalações de contratações de mão de obra nos próximos meses – o indicador registrou a terceira alta consecutiva, atingindo o maior patamar desde dezembro de 2014. Assim, as empresas chegam com a percepção de que a situação corrente dos negócios teve uma ‘despiora’ ao longo do ano”, avaliou a FGV.
O avanço do ICST em novembro deveu-se exclusivamente à melhora da situação presente das empresas. O ISA-CST (Índice da Situação Atual) variou 3 pontos, para 69,2 pontos. Essa é a maior variação desde maio de 2014 (4 pontos). O indicador que mais influenciou a alta do ISA-CST foi o que mede a situação atual da carteira de contratos, que subiu 4,2 pontos, para 67,8 pontos.
Já o IE-CST (Índice de Expectativas), após cinco meses de altas consecutivas, recuou ao variar -0,8 ponto, atingindo 89,4 pontos. O indicador que mais contribuiu negativamente o IE-CST foi o que mede a demanda para os três meses seguintes, que caiu -2,1 pontos, para 88,2 pontos.
Com a alta do ISA-CST e a queda do IE-CST em novembro, a diferença entre os dois indicadores diminuiu para 20,2 pontos, a menor distância desde janeiro de 2017. Essa forte subida do ISA-CST decorreu da melhora do cenário atual dos três grandes segmentos: em Edificações, que subiu 3,0 pontos; Obras de Infraestrutura, 2,8 pontos; e Serviços Especializados, 1,5 ponto.
Em apenas três meses, o ISA do segmento de Edificações subiu 6,8 pontos. Na comparação anual, este segmento também é o que apresenta melhor resultado. “Há uma grande expectativa de retomada dos investimentos em infraestrutura, fortalecida pelos leilões realizados ao longo do ano. No entanto, os investimentos ainda irão demorar a repercutir na atividade. Por outro lado, o segmento de edificações tem uma capacidade de impactar mais rapidamente”, observou Ana Castelo.
O NUCI (Nível de Utilização da Capacidade) do setor variou -1,6 ponto percentual, alcançando 63,8%. O NUCI de Mão de Obra e o de Máquinas e Equipamentos também apresentaram queda: 1,8 ponto percentual e 0,5 ponto percentual, respectivamente.
INCC-M
O INCC-M (Índice Nacional de Custo da Construção – M) registrou, em novembro, taxa de variação de 0,28%, acima do resultado do mês anterior, de 0,19%. O índice relativo a Materiais, Equipamentos e Serviços registrou variação de 0,61%. No mês anterior, a taxa havia sido de 0,44%. O índice referente à Mão de Obra não registrou variação. No mês anterior, a taxa de variação foi de -0,01%, segundo a FGV.
Materiais, equipamentos e serviços
No grupo Materiais, Equipamentos e Serviços, o índice correspondente a Materiais e Equipamentos registrou variação de 0,75%. No mês anterior, a taxa havia sido de 0,54%. Dos quatro subgrupos componentes, três apresentaram acréscimo em suas taxas de variação, destacando-se materiais para estrutura, cuja taxa passou de 0,92% para 1,21%.
A parcela relativa a Serviços passou de uma taxa de 0,08%, em outubro, para 0,09%, em novembro. Neste grupo, vale destacar a aceleração de refeição pronta no local de trabalho, cuja taxa passou de -0,17% para 0,48%.
O índice referente à Mão de Obra não registrou variação em novembro. No mês anterior a taxa de variação foi de -0,01%.
Capitais
Seis capitais apresentaram aceleração em suas taxas de variação: Salvador, Belo Horizonte, Recife, Rio de Janeiro, Porto Alegre e São Paulo. Em contrapartida, Brasília registrou desaceleração.
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