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Brasil O índice de confiança da indústria brasileira ficou estável entre junho e julho

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(Foto: Agência Brasil)

O ICI (Índice de Confiança da Indústria), divulgado nesta sexta-feira (27), pela FGV (Fundação Getulio Vargas), ficou estável entre junho e julho de 2018, em 100,1 pontos. Na métrica de médias móveis trimestrais, o ICI recuou 0,3 ponto, para 100,4 pontos.

“A confiança industrial vem oscilando em torno do nível neutro de 100 pontos em 2018. A sondagem de julho adiciona a essa apatia a piora nas expectativas de contratação e o aumento da ociosidade, sinalizando continuidade do quadro de recuperação lenta e gradual da economia brasileira. A melhora das avaliações sobre a situação atual decorre principalmente da normalização dos estoques após o acúmulo em virtude da interrupção dos serviços de transporte de carga ao final de maio”, afirmou Tabi Thuler Santos, coordenadora da Sondagem da Indústria da FGV IBRE.

Normalização após acúmulo de estoques em junho 

Em julho houve aumento da confiança em 11 segmentos e queda em 8 dos 19 segmentos industriais pesquisados. Próximos ao nível neutro de 100 pontos e com evolução simetricamente oposta, o ISA (Índice da Situação Atual) avançou 3,9 pontos, para 99,0 pontos, e o IE (Índice de Expectativas) caiu 3,9 pontos, para 101,1 pontos.

A normalização do nível dos estoques após a greve dos caminhoneiros exerceu a maior influência na alta do ISA em julho. O percentual de empresas com estoques excessivos caiu de 12,8% para 7,6%, nível semelhante ao reportado em maio, de 7,9%. Já a proporção de empresas com estoques insuficientes ficou relativamente estável ao passar de 4,5% para 4,3% do total.

Após avançar nos dois meses anteriores, a piora das expectativas de contratação determinou a queda do IE no mês. O indicador de expectativa com a evolução do pessoal ocupado nos três meses seguintes caiu 11,7 pontos, para 95,6 pontos – o menor desde janeiro (93,5). Houve diminuição da proporção de empresas prevendo aumento do quadro de pessoal, de 22,7% para 17,4%, e aumento na parcela das que esperam redução, de 12,1% para 15,0% do total.

O Nuci (Nível de Utilização da Capacidade Instalada) recuou para 75,7% em julho, 0,5 ponto percentual (p.p.) abaixo do resultado de junho. Após passar por um período de expansão a partir do quarto trimestre do ano passado, o Nuci registra em julho a segunda redução consecutiva, recuando ao menor nível desde fevereiro.

Construção

O INCC-M (Índice Nacional de Custo da Construção – M) registrou alta de 0,72% em julho, abaixo do resultado do mês anterior, que foi de 0,76%, segundo a FGV. O índice relativo a Materiais, Equipamentos e Serviços teve variação de 0,97%. No mês anterior, a taxa havia sido de 0,62%. O índice referente à Mão de Obra registrou variação de 0,51% em julho, ante 0,88% em junho.

Materiais, Equipamentos e Serviços

No grupo Materiais, Equipamentos e Serviços, o índice correspondente a Materiais e Equipamentos registrou variação de 1,11%. No mês anterior, a taxa havia sido de 0,64%. Dos quatro subgrupos componentes, todos apresentaram acréscimo em suas taxas de variação, destacando-se materiais para estrutura, cuja taxa passou de 0,71% para 1,12%.

A parcela relativa a Serviços passou de uma taxa de 0,53%, em junho, para 0,43%, em julho. Neste grupo, vale destacar a desaceleração da taxa do subitem projetos, cuja variação passou de 1,09% para 0,42%.

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