Sábado, 11 de abril de 2026
Por Leandro Mazzini Com Equipe DF, RJ e SP | 11 de abril de 2026
Embaixador do Irã no Brasil, Abdollah Nekounam Ghadiri circulou pelo Congresso Nacional
Foto: Reprodução de TVEsta coluna reflete a opinião de quem a assina e não do Jornal O Sul. O Jornal O Sul adota os princípios editoriais de pluralismo, apartidarismo, jornalismo crítico e independência.
Com forte aparato de segurança pessoal e da Polícia Legislativa, o embaixador do Irã no Brasil, Abdollah Nekounam Ghadiri, circulou na manhã de terça-feira (7) no Congresso Nacional. Passou por alguns gabinetes de parlamentares da esquerda, em busca de algum socorro – em discursos nos plenários e na mídia – contra as ameaças de Donald Trump de dizimar “uma civilização inteira”.
Uma das agendas de Ghadiri foi na Comissão de Direitos Humanos da Câmara, presidida por Alice Portugal (PCdoB-BA). Não consta que o diplomata tratou da morte de mais de 60 mil iranianos pelo regime ou que tenha defendido o uso de crianças e adolescentes como escudo humano contra os ataques dos EUA. Uma de suas principais preocupações diz respeito a uma parceria que o Irã busca há anos, com o Banco do Brasil, para driblar as sanções econômicas.
Brasileiro voa!!!
Vejam como é difícil e surreal a malha aérea do Brasil, e como a tão comemorada aviação regional por governos seguidos é uma demagogia. Uma empresa de evento quer levar para Manaus convidados de todos os Estados da Região Norte para a capital do Amazonas. Ocorre que todos os voos das três companhias que controlam o setor fazem escalas em Brasília ou São Paulo, para depois “subir” para Manaus. Em alguns casos são mais de 10 horas de voo. Resultado: o evento foi transferido para Brasília.
Vendeta
O principal projeto de Jair Bolsonaro, além de eleger o filho presidente da República, claro, é eleger o máximo de senadores possível para tocar o impeachment do ministro Alexandre de Moraes, do STF. Bolsonaro diz a próximos que almeja uma bancada forte e fiel de 55 senadores. A articulação do PL foca nisso. Aliás, antes de ser preso, o ex-presidente deixou uma lista com os potenciais nomes para o projeto da vendeta.
Pergunta básica
Não é ilegal, e o ministro Alexandre se Moraes se blinda nisso. Mas é imoral – e nota-se que moralidade sumiu do vocabulário do Poder. A pergunta é: você, cidadão, se tivesse todo esse dinheiro, pagaria R$ 129 milhões a uma advogada mediana para menos, sem portfólio, se o marido não fosse ministro do STF?
Detalhes…
O novo relator da pensão semivitalícia do já escandaloso chamado “divórcio milionário da Bahia”, entre Fabiana Gordilho e Lucas Abud, promoveu um fato jurídico notável: votou a favor da manutenção da pensão de uma mulher jovem e empresária e que recebe 140 mil reais por mês há 84 meses, mas no julgamento reconheceu que fatos novos e gravíssimos ele “não tinha lido”, por acreditar que não estavam nos autos… porém, sempre estiveram.
… depois de 10
O mais estranho no caso que é todo estranho é que o agora relator, desembargador Cássio Miranda, assume depois de 10 magistrados se declararem suspeitos para votar. Ele votou na 1ª vez, sem tomar conhecimento desses fatos, contra o então relator que negava a pensão perpétua. E que se declarou, depois, suspeito. Uma coisa é certa: o caso vai para o STJ e o CNJ.
Filosofia da terra
Parceria entre o Incra e a Universidade Estadual de Santa Cruz, de Ilhéus, através do Programa Nacional de Educação na Reforma Agrária (Pronera), disponibiliza inscrições, que podem ser feitas até 15/4, para 50 vagas da graduação em Licenciatura em Filosofia da Terra. O curso acontecerá no Centro Educacional Florestan Fernandes, no assentamento Terra Vista, no município de Arataca-BA.
* Leandro Mazzini, com equipe DF, RJ e SP
Esta coluna reflete a opinião de quem a assina e não do Jornal O Sul.
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