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Economia O juro do cheque especial cai a 130% ao ano: o rotativo do cartão de crédito sobe a 326,4%

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O rotativo do cartão de crédito subiu de 322,6% para 326,4% ao ano. (Foto: Marcello Casal Jr/Agência Brasil)

Os juros do cheque especial caíram de 130,6% ao ano em fevereiro para 130% ao ano em março. Na comparação com março do ano passado (271,7%) também houve queda.

Caíram ainda os juros do crédito pessoal não consignado, de 106,6% ao ano em fevereiro para 94,7% ao ano em março. Em relação a março de 2019 (123,7%), a queda foi de 29 pontos percentuais.

Por outro lado, o juro médio do rotativo do cartão de crédito subiu de 322,6% ao ano em fevereiro para 326,4% ao ano no mês passado. Em março do ano passado, a taxa era de 299,5% ao ano.

Os dados foram divulgados hoje pelo Banco Central. Esses são números médios e podem variar para cada situação específica, porque os bancos oferecem taxas diferentes de acordo com o plano contratado pelo cliente e a relação entre eles (quem tem mais dinheiro no banco paga menos taxas).

Confira a variação das modalidades de crédito em março: Cheque especial: caiu de 130,6% para 130% ao ano; Rotativo do cartão de crédito: subiu de 322,6% para 326,4% ao ano; Cartão de crédito parcelado: subiu de 186,4% para 186,5% ao ano; Crédito pessoal não-consignado: caiu de 106,6% para 94,7% ao ano; Crédito pessoal consignado: caiu de 21,4% para 21% ao ano; Compra de veículos: subiu de 19,4% para 19,8% ao ano; Financiamento imobiliário: caiu de em 7,3% para 7,2% ao ano.

Novas regras do cheque especial estão suspensas

No final do ano passado, o BC anunciou novas regras para tentar diminuir as taxas de juros no cheque especial.

Além de limitar a taxa cobrada pelos bancos, o órgão permitiu que eles cobrem uma nova tarifa pelo produto. Assim, mesmo que a pessoa não use o cheque especial, apenas o fato de ter o limite autorizado já seria suficiente para que o cliente seja tarifado.

No entanto, o ministro Gilmar Medes, do STF (Supremo Tribunal Federal), suspendeu a cobrança da tarifa do cheque especial. A decisão é provisória e o processo judicial ainda está em andamento.

Segundo o Banco Central, o sistema do cheque especial, com taxas livres, não favorece a competição entre os bancos. Isso porque a modalidade é pouco sensível aos juros e não muda o comportamento dos clientes mesmo quando as taxas cobradas sobem.

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