Quarta-feira, 23 de setembro de 2026
Por Redação O Sul | 3 de julho de 2017
O líder do governo no Senado, Romero Jucá (PMDB-RR), afirmou nessa segunda-feira que a votação do projeto da reforma trabalhista no plenário da Casa poderá ser postergado para a semana que vem. Ele não descarta a hipótese de que o texto seja analisado nesta quinta-feira, por meio de uma sessão extraordinária, mas ressaltou que, se for necessário fazer um acordo de procedimento com a oposição para garantir maior tranquilidade à sessão, aceitará fazer a votação na próxima terça-feira.
“Não descarto nenhuma possibilidade, mas acho que se a gente puder construir um clima para que o debate seja civilizado o mais civilizado possível, com uma condução na qual todos possam falar e que efetivamente a maioria possa escolher o seu voto com tranquilidade, isso será melhor para o País”, disse.
Já nesta terça-feira, os senadores devem votar um requerimento de urgência para o projeto. Se o pedido for aprovado, ainda serão necessárias duas sessões de interstício antes da votação. Por esse motivo, para que a reforma seja votada ainda esta semana, seria preciso a convocação de uma sessão deliberativa extraordinária para a quinta-feira.
Relatório
Além da data de votação, outra questão que precisa ser definida sobre a reforma é qual o relatório que será apreciado em plenário. O projeto já passou por três comissões e teve aprovados os relatórios de Ricardo Ferraço (PMDB-ES), na CAE (Comissão de Assuntos Econômicos), e do próprio Romero Jucá na CJU (Comissão de Constituição e Justiça), ambos favoráveis à aprovação sem modificações em relação ao texto da Câmara.
Na CAS (Comissão de Assuntos Sociais), no entanto, foi aprovado o voto em separado do senador Paulo Paim (PT-RS), pela rejeição do projeto do governo federal.
“O plenário vai escolher qual parecer vai votar. Nós vamos optar pelo parecer do senador Ricardo Ferraço na Comissão de Assuntos Econômicos. Essa é uma decisão que será tomada na hora pelo presidente Eunício, mas a liderança do governo vai defender que seja votado o relatório do senador Ricardo Ferraço”, disse.
Apesar de confiante sobre a aprovação da reforma, Jucá não quis arriscar o número de votos favoráveis à matéria no plenário. “Acho que vamos votar e aprovar com extensa maioria, mas depende da presença dos senadores, depende do convencimento das discussões. É importante que a gente possa debater”, disse.
De acordo com Jucá, nesta terça-feira o PMDB – partido do presidente Michel Temer e maior bancada do Senado em número de integrantes – deverá decidir quem será o novo líder do partido na Casa. O objetivo é possibilitar que Jucá concentre os seus esforços no acompanhamento de seus correligionários e de outros aliados nas votações de interesse do governo nesta semana.
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