Sexta-feira, 29 de maio de 2026
Por Redação O Sul | 3 de janeiro de 2019
O médium João de Deus recebeu alta médica na madrugada desta quinta-feira (03), após passar mal na prisão e ser encaminhado para o hospital. Ele apresentou sangramento na urina e, por isso, foi necessário fazer exames fora da unidade prisional. Depois do atendimento, voltou para o Núcleo de Custódia, onde está preso após denúncias de abuso sexual. Ele nega as acusações.
João de Deus está preso desde o dia 16 de dezembro. Na tarde de quarta-feira (02), ele apresentou sangramento ao urinar. Um médico do Complexo Prisional pediu exames e ele foi encaminhado em carros da escolta prisional para a Unidade de Pronto Atendimento do Parque Flamboyant, em Aparecida de Goiânia.
De lá, após ser examinado e medicado, foi encaminhado para o Hugo (Hospital de Urgências de Goiânia). De acordo com a unidade, ele passou por avaliação de equipe multidisciplinar e foi submetido a exames laboratoriais e de imagem.
“Os resultados dos exames não mostraram alterações que indicassem necessidade de internação hospitalar, por isso, o paciente recebe alta para acompanhamento ambulatorial na unidade de origem”, diz a nota do hospital. Ele deixou a unidade de cadeira de rodas e foi colocado no carro da escolta prisional. Ele chegou ao Complexo Prisional às 0h23min.
O médium tem 77 anos, sofre de problemas cardíacos e já fez tratamento para combater um câncer no estômago. O advogado Alex Neder, que integra a defesa, conta que acompanhou o médium no presídio.
“Ele teve um sangramento na urina, mas já não vem se sentindo bem há alguns dias. Ele também relatou dor no estômago e tontura. Fizemos o requerimento para que ele fosse levado o mais rápido possível para fazer exames e o médico do Complexo Prisional também pediu exames com urgência”, contou.
O defensor afirmou que a família ficou muito preocupada ao saber da situação, que ele define como “precária”. “Não é o local adequado para que ele fique, principalmente agora, com o agravamento do estado de saúde dele”, completou.
Ministério Público e Justiça
João de Deus está preso desde o dia 16 de dezembro. O Ministério Público o denunciou no dia 28 de dezembro por quatro crimes que englobam fatos investigados pela Polícia Civil e Ministério Público: dois por violação sexual mediante fraude e dois por estupro de vulnerável.
O TJ-GO (Tribunal de Justiça do Estado de Goiás) informou que a denúncia contra o médium só será analisada após o plantão judiciário, que termina no dia 7 de janeiro. Além disso, os autos foram remetidos à “juíza natural do processo”, Rosângela Rodrigues dos Santos, responsável pela comarca de Abadiânia, no Entorno do DF, onde o caso tramita.
Os comentários estão desativados.