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Por Redação O Sul | 7 de janeiro de 2019
Os analistas do mercado financeiro baixaram a sua previsão de crescimento do PIB (Produto Interno Bruto) em 2019 e também passaram a estimar um crescimento menor da taxa básica de juros, a Selic, neste ano. As previsões constam no Boletim Focus, divulgado nesta segunda-feira (07) pelo BC (Banco Central).
A expectativa do mercado financeiro para a expansão do PIB neste ano recuou de 2,55% para 2,53%. O PIB é a soma de todos os bens e serviços produzidos no País e serve para medir a evolução da economia. Para o ano de 2018, cujo resultado será divulgado oficialmente pelo IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística) no início de março, a previsão de alta do PIB ficou estável em 1,3%. Os economistas dos bancos não alteraram a previsão de expansão da economia para 2020 e para 2021, que continuou em 2,5%.
Taxa básica de juros
O mercado baixou de 7,13% para 7% ao ano a previsão para a taxa básica de juros no fim deste ano. Atualmente, a Selic está em 6,50% ao ano, na mínima histórica. Com isso, os analistas seguem prevendo alta dos juros em 2019, mas em menor intensidade.
O Copom (Comitê de Política Monetária) do Banco Central se reúne a cada 45 dias para definir a taxa Selic, com base no sistema de metas de inflação. Para alcançar as metas prefixadas, o Banco Central eleva ou reduz a taxa básica de juros da economia.
Inflação
Para o IPCA (Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo), que mede a inflação oficial do País, o mercado financeiro manteve a previsão estável em 4,01% para 2019. A meta central deste ano é de 4,25%, e o intervalo de tolerância do sistema de metas varia de 2,75% a 5,75%.
Para 2018, os economistas das instituições financeiras mantiveram a expectativa de inflação inalterada em 3,69%. A expectativa do mercado segue abaixo da meta de inflação, que é de 4,5% para 2018, e dentro do intervalo de tolerância previsto pelo sistema. A meta terá sido cumprida se o IPCA ficar entre 3% e 6% em 2018.
Dólar
A projeção do mercado financeiro para a taxa de câmbio no fim de 2019 ficou estável em R$ 3,80 por dólar.
Balança comercial
Para o saldo da balança comercial (resultado do total de exportações menos as importações), a projeção para 2019 permaneceu estável em um superávit de US$ 52 bilhões.
Investimento estrangeiro
A previsão do Boletim Focus para a entrada de investimentos estrangeiros diretos no Brasil, em 2019, continuou em US$ 79,5 bilhões.
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