Terça-feira, 13 de outubro de 2026
Por Redação O Sul | 3 de maio de 2017
O Ministério da Educação determinou a abertura de sindicância para apurar suspeita de fraude na seleção de uma instituição privada para oferecer curso de Medicina na Bahia, por meio do programa Mais Médicos, durante o governo da então presidenta Dilma Rousseff. A decisão foi tomada pelo ministro Mendonça Filho, após a imprensa questionar a pasta sobre possível troca de pareceres na concorrência para Guanambi (BA).
A substituição, denunciada por uma fonte que trabalha no Ministério, teria alterado a classificação das participantes, beneficiando uma entidade do ex-ministro do Turismo Walfrido Mares Guia. A estimativa é de que, em pleno funcionamento, um curso desses renda ao menos 26 milhões de reais por ano.
O governo federal lançou em dezembro de 2014 um chamamento público com vistas a escolher instituições de ensino superior para instalar novos cursos de Medicina em municípios pré-selecionados. O objetivo anunciado foi o de reduzir a carência de profissionais no País em médio prazo.
O edital chegou a ser alterado, com inversão de fases de avaliação, além da inclusão de novos critérios de análise, mesmo após o início do processo, o que causou polêmica e levou o Tribunal de Contas da União a paralisar a seleção por nove meses, entre outubro de 2015 e julho do ano seguinte.
A classificação final foi divulgada em julho de 2015, apontando como primeira colocada para montar o curso em Guanambi a Sociedade Padrão de Educação Superior, mantenedora das Faculdades Integradas Pitágoras de Montes Claros (MG). A entidade tem como um dos sócios a Samos Participações, de Walfrido.
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