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Brasil O Ministério da Saúde estuda ampliar a vacinação contra o coronavírus em grávidas

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A determinação vale até que sejam concluídas as análises de um caso raro de morte de uma gestante de 35 anos por causa de um AVC hemorrágico. (Foto: EBC)

O Ministério da Saúde estuda ampliar sua recomendação atual sobre vacinação de grávidas contra covid-19 para sugerir que todas as gestantes recebam a vacina, disse nesta sexta-feira (16) o secretário de Atenção Primária da pasta, Raphael Câmara Medeiros Parente.

A recomendação atual da pasta, em linha com o que preconiza a OMS (Organização Mundial da Saúde), foi feita há um mês e sugere que as grávidas com fatores de risco, como comorbidades, sejam vacinadas contra covid-19.

“Hoje praticamente todos os especialistas do Brasil em ginecologia e obstetrícia têm uma sugestão, até pedem com bastante força que todas as gestantes entrem nessa recomendação”, disse Parente.

“Nós já estamos em tratativas avançadas, mas é importante lembrar que a gestação é por definição um período trombótico. Nós temos que ter muito cuidado porque algumas vacinas, mesmo que de forma muito rara, estão mostrando alguns efeitos colaterais neste sentido e a gente sabe que, com grávida, além de se preocupar com a grávida, temos que nos preocupar com o bebê também.”

Na Europa foram registrados alguns casos de coágulos sanguíneos raros em algumas poucas pessoas que receberam a vacina da AstraZeneca contra a covid-19 e, nos Estados Unidos, também foram relatados casos de coágulos raros também em uma pequena quantidade de pessoas que receberam a vacina da Johnson & Johnson.

Em nota técnica de 15 de março, o Ministério da Saúde recomendou a vacinação de gestantes “que possuam alguma comorbidade preexistente”, como, por exemplo, diabetes, hipertensão arterial crônica, obesidade, doença cardiovascular ou sejam transplantadas ou imunossuprimidas.

A recomendação é que essas grávidas sejam vacinadas de acordo com os grupos prioritários estabelecidos no calendário do PNI (Plano Nacional de Imunização).

A OMS recomenda que, embora existam poucos dados sobre a segurança das vacinas para gestantes, as grávidas com comorbidades ou alta exposição ao coronavírus, como as profissionais de saúde, sejam vacinadas após consulta com especialista em saúde.

Tramita no Senado um projeto de lei, de autoria da senadora Daniella Ribeiro (PP-PB) que inclui as grávidas e puérperas (mulheres que deram à luz há pouco tempo) entre as prioridades na vacinação contra a covid-19. De acordo com o projeto, gestantes e puérperas devem ser vacinadas após o grupo de pessoas com mais de 65 anos de idade.

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