Segunda-feira, 05 de outubro de 2026
Por Redação O Sul | 18 de julho de 2018
O MP (Ministério Público) denunciou, perante a 1ª Vara do Júri de Porto Alegre, o empresário Marcelo de Oliveira Bueno por ter matado a ex-companheira Débora Cassiane Martins Duarte, 18 anos. Conforme o promotor de Justiça Eugênio Paes Amorim, que assina a denúncia, o homem praticou o homicídio por motivo torpe, utilizando recurso que dificultou a defesa da vítima. Ele deverá responder por feminicídio – crime praticado por violência de gênero.
A morte ocorreu no dia 31 de maio deste ano, na Zona Norte de Porto Alegre. O denunciado desferiu um disparo de arma de fogo contra Débora, no interior de uma casa localizada na Vila Farrapos. Conforme o promotor, o delito foi cometido por motivo torpe, pelo fato de o denunciado “não aceitar o desejo da vítima de por fim à relação de união estável que mantinham”.
Arma
Também foi denunciado à Justiça Rodrigo Mallet Maciel de Almeida. Dias antes do crime, ele foi o responsável por receber, como produto de um crime, a pistola usada para atirar em Débora. Em seguida, Rodrigo a emprestou a Marcelo para que o crime fosse consumado. Por isso, foi denunciado pela prática do crime de receptação e posse ilegal de arma de fogo de uso restrito, conforme o artigo 14 da Lei Nº 10.826/03.
Prisão preventiva
Também foi pedida a prisão preventiva, que foi determinada pelo juízo e cumprida no Estado de Santa Catarina. Após o crime e no momento do flagrante, Marcelo agiu de forma dissimulada fingindo que o disparo havia sido não intencional, de acordo com o MP.
No pedido da prisão preventiva, o promotor destaca que o denunciado ameaçava, agredia e constrangia a vítima a seguir no relacionamento. “Manter solta pessoa que pratica tal sequência de conduta contra a companheira e que ainda arquiteta uma versão mentirosa para a execução da pobre vítima é estimular mais criminalidade e sinalizar para a sociedade que o crime compensa e que as pessoas não podem crer nas instituições”, finalizou o promotor.
Fraude
Na semana passada, o MP ofereceu denúncia contra Ivsem Gonçalves. O ex-funcionário da Carris, a empresa de transporte público de Porto Alegre, foi denunciado por 67 fatos, envolvendo crimes de peculato, desvio de verbas públicas, falsificação de documento público, uso de documento falso e lavagem de dinheiro.
A fraude na Carris foi desvendada pelo MP no dia 9 de maio, em uma operação desencadeada pela Promotoria de Justiça Especializada Criminal e pelo Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado Núcleo Capital.
Segundo a denúncia, Ivsem Gonçalves exercia a função de coordenador de Finanças da Companhia Carris e, por isso, conhecia a dinâmica relacionada aos pagamentos de indenizações que eram realizados pela empresa. Assim, entre agosto de 2015 e janeiro de 2017, induziu em erro, de forma sucessiva, a diretoria da companhia, desviando valores que passam de R$ 1,6 milhão.
Para concretizar o golpe, Ivsen falsificou documentos e chegou a usar dados de uma criança morta na década de 1960. Na sequência, ele apresentou os documentos e formulários falsificados, como se emitidos pela procuradoria para a diretoria da Carris, que, em consequência e em razão deles, efetivou os pagamentos comandados pelo setor financeiro, coordenado pelo próprio Ivsem, com a emissão de cheques, em benefício dos favorecidos: a criança já falecida e a filha de Ivsen, que também foi indiciada por lavagem de dinheiro.
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