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Por Redação O Sul | 5 de junho de 2017
A Procuradoria da República do Distrito Federal instaurou um inquérito para investigar o suposto repasse de 80 milhões de dólares do grupo JBS/Friboi aos ex-presidentes Luiz Inácio Lula da Silva e Dilma Rousseff. A investigação é um desdobramento do acordo de colaboração premiada firmado pela PGR (Procuradoria-Geral da República) e executivos do conglomerado empresarial.
O Procedimento Investigatório Criminal foi instaurado pelo procurador Ivan Marx porque o desmembramento promovido pelo ministro Luiz Edson Fachin, relator da Operação Lava-Jato no STF (Supremo Tribunal Federal, baseou-se na conexão dos fatos narrados pelos delatores com a Operação Bullish. Deflagrada em 12 de maio, a força-tarefa mirou os aportes bilionários do BNDES (Banco Nacional de Desenvolvimento) no grupo JBS/Friboi.
Na delação, o empresário Joesley Batista – um dos donos do grupo – narrou que, em 2009, foi criada uma conta para receber os repasses relacionados a Lula e, no ano seguinte, outra foi aberta para envio de valores relacionados a Dilma. O empresário também contou que, em dezembro naquele ano, o BNDES adquiriu debêntures da JBS, convertidas em ações, no valor de 2 bilhões de dólares, a título de “apoio ao plano de expansão”.
Em outro caso, Joesley declarou que foi feito um financiamento de 2 bilhões de reais, em maio de 2011, para a construção da planta de celulose da Eldorado. O delator disse que o então ministro Guido Mantega “interveio junto a Luciano Coutinho (então presidente do BNDES) para que o negócio saísse”.
Joesley também disse que em novembro de 2014, depois de receber “solicitações insistentes” para o pagamento de 30 milhões de reais a Fernando Pimentel, governador eleito de Minas Gerais, intermediadas por Edinho Silva (tesoureiro da campanha que reelegeu Dilma para o Palácio do Planalto), e de receber de Mantega a informação de que ‘isso é com ela’, solicitou audiência com a presidenta.
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