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Brasil Fato inusitado: O Ministério Público Federal não apareceu em uma audiência da Operação Lava-Jato

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Material que Moro (foto) indicou querer destruir ficará sob a guarda de juiz e poderá ser usado por advogados de réus na operação. (Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil)

Um fato inusitado marcou uma audiência, nesta quinta-feira (31), na 13ª Vara Federal de Curitiba, responsável pelo julgamento das ações penais da Operação Lava-Jato. O MPF (Ministério Público Federal) não enviou nenhum promotor ou procurador para a audiência em que foi ouvido o empresário Roberto Guttman, testemunha de defesa do réu David Muino Suarez.

Por lei, a presença do Ministério Público é obrigatória em todos os atos de instrução criminal, como audiências de qualificação e de interrogatório, sob pena de nulidade. Mesmo assim, o juiz federal Sérgio Moro deu sequência à audiência. O magistrado intimou o Ministério Público Federal para justificar, em um prazo de cinco dias, a ausência na audiência. “Intime-se o MPF a esclarecer sua ausência na presente audiência. Deve comparecer, por evidente, nos atos do processo”, despachou.

O Ministério Público Federal informou que “a ausência, uma exceção diante de todas as audiências já realizadas no âmbito da Lava-Jato, ocorreu devido a um incidente de última hora que inviabilizou a presença do MPF. O imprevisto será devidamente informado ao juízo”.

Na audiência desta Roberto Guttman disse que abriu conta no banco BCI, do qual Suarez era vice-presidente e que nunca foi instruído a realizar nenhuma operação fora das regras de mercado pelo banqueiro.

Preso em novembro do ano passado, Suarez é acusado de atuar na abertura e constituição de contas bancárias usadas para lavar dinheiro de ex-diretores da área Internacional da Petrobras, segundo o Ministério Público Federal. Segundo a denúncia do MPF, Suarez foi o responsável por gerenciar as propinas ligadas a João Augusto Henriques, operador do ex-presidente da Câmara Eduardo Cunha e do PMDB, pagas principalmente em contratos envolvendo o campo de Benin, na África.

Corrupção

O procurador da República Deltan Dellagnol, coordenador da força-tarefa do Ministério Público Federal na Operação Lava-Jato, esteve no Recife nesta segunda (27) para palestrar sobre a campanha ‘Unidos Contra a Corrupção’. O evento aconteceu na Procuradoria da República de Pernambuco, no bairro do Espinheiro, Zona Norte do Recife. No encontro, ele falou a operação Lava-Jato, como o eleitor pode ajudar a reduzir a corrupção e pediu que as pessoas se acreditem mais que através do voto o panorama político pode mudar.

“Nós temos conversado com a população brasileira para expor as dificuldades do enfrentamento à corrupção e os caminhos para as principais soluções. E um desses caminhos é a campanha ‘Unidos Contra a Corrupção’, que tem como foco as eleições brasileiras. O objetivo é que possamos colocar representantes comprometidos com essa pauta de combate à corrupção”, discursou Dellagnol.

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