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Economia O ministro da Economia defende o veto ao aumento dos salários do funcionalismo

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Segundo ele, na reunião foi feito um grande acordo, uma "pacificação" no ambiente, "que vai levar o Brasil a dias melhores" após a pandemia. (Foto: Marcello Casal Jr./Agência Brasil)

Em uma visita surpresa de Jair Bolsonaro ao presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), Dias Toffoli, o ministro Paulo Guedes (Economia) defendeu que o presidente da República vete um dispositivo que libera reajustes ao funcionalismo público. O item cujo veto foi defendido por Guedes foi incluído no pacote de ajuda a Estados e municípios analisado pelo Congresso Nacional e teve aval de Bolsonaro, contra a vontade de Guedes.

A necessidade, na visão da (pasta da) Economia, é que o presidente vete o aumento de salários, por exemplo, ano que vem. É não pedir aumentos por um ano e meio, uma contribuição”, declarou o ministro numa reunião ao lado de Bolsonaro, Toffoli, ministros e representantes empresariais e da indústria. “A contribuição do funcionalismo é não pedir aumentos”, disse Guedes.

Num gesto pouco usual, Bolsonaro deixou o Palácio do Planalto nesta quinta-feira (7) e, a pé, levou um grupo de empresários e representantes da indústria para uma visita fora da agenda ao presidente do STF.

Os empresários tiveram reunião com Bolsonaro e com o ministro Paulo Guedes na manhã desta quinta. Participaram representantes de entidades como a Associação Nacional dos Fabricantes de Veículos Automotores (Anfavea) e Associação da Indústria Farmacêutica de Pesquisa (Interfarma), entre outros.

O plenário virtual do Senado aprovou, nesta quarta-feira (6), projeto que prevê ajuda financeira de aproximadamente R$ 125 bilhões para Estados e municípios por causa da pandemia de coronavírus.

O resultado da votação impôs uma derrota a Paulo Guedes. A equipe econômica tentava congelar reajustes salariais para todos os servidores públicos até o fim de 2021 e incluiu esse item como uma das contrapartidas para a liberação do socorro aos Estados e municípios.

Na votação de quarta, porém, os senadores chancelaram alterações feitas pela Câmara, apoiando flexibilizar o congelamento salarial – o que, na prática, abre brechas para que sejam concedidos reajuste para algumas categorias, como policiais e professores.

O texto foi aprovado por 80 votos a favor e nenhum contrário.

Segundo o líder do governo na Câmara, major Vitor Hugo (PSL-GO), que capitaneou o movimento entre os deputados, a articulação teve o respaldo do presidente Jair Bolsonaro.

Não estamos concedendo aumento a ninguém, mas aceitando a possibilidade de aumento, que na prática é remota”, afirmou.

Essa construção consta sim com o apoio do presidente Jair Bolsonaro”, afirmou o líder do governo no Senado, Fernando Bezerra Coelho (MDB-PE).

Após o aval do plenário, a proposta segue para sanção de Bolsonaro. Se for sancionado ainda nesta semana, o primeiro repasse dos recursos poderá acontecer na primeira quinzena de maio.

Ao mudar de posição e anunciar que pretende congelar os salários de todos servidores, Bolsonaro elevou o desgaste do governo no Congresso e provocou reação da oposição, que se articula para derrubar o veto.

A disputa envolve o lobby do funcionalismo, um dos mais poderosos no Legislativo, e deverá colocar à prova a relação que Bolsonaro tenta construir com o centrão — grupo de partidos independentes e que, juntos, representam grande parte do Congresso. As informações são do jornal Folha de S.Paulo.

 

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