Domingo, 09 de agosto de 2026

Porto Alegre

CADASTRE-SE E RECEBA NOSSA NEWSLETTER

Receba gratuitamente as principais notícias do dia no seu E-mail.
cadastre-se aqui

RECEBA NOSSA NEWSLETTER
GRATUITAMENTE

cadastre-se aqui

Notícias O ministro da Educação diz achar pouco e avisa que é contra o salário inicial de 5 mil reais para os professores universitários

Compartilhe esta notícia:

Ministro da Educação, Mendonça Filho. (Foto: Folhapress)

O ministro da Educação, Mendonça Filho, diz achar pouco e avisa que é contra o salário inicial de R$ 5.000 para professor universitário. O patamar foi anunciado na semana passada pela equipe econômica como remuneração de entrada de novos servidores federais.

Segundo ele, a medida não deve atingir todas as carreiras do Executivo, como professor. Nos bastidores, contudo, há resistência na equipe econômica para criar exceções.

O Ministério do Planejamento não confirmou se os docentes serão poupados. Em entrevista o ministro defende que a política de inclusão no ensino superior leve em conta aspectos de renda, não só raciais. Diz, ainda, ser
contra “um tribunal de ideias para julgar professores”, em resposta ao movimento Escola Sem Partido.

“Muitos dos meus professores eram marxistas. Isso contribuiu ainda mais para a minha formação”, disse o ministro, que foi líder do DEM.

1. O governo anunciou salário inicial de R$ 5.000 para servidores do Executivo, o que envolve professores universitários. O senhor é favor?
Não está impactando diretamente a carreira de professor. É uma discussão que deve levar em conta –e acho que o professor está fora desse debate– que as carreiras do serviço público devem estabelecer lógica de médio e longo prazo. Não se pode falar em carreira quando tem começo e fim em 10 anos. Isso não é carreira, é um pulo. É lógico que professor universitário não pode ter patamar de início de carreira a partir de R$ 5.000. Não concordo com isso.

2. É baixo?
Para um professor universitário, com certeza.

3. A medida, que seria para todo o Executivo, não afeta professores?
Não afeta. Separa bem a carreira de professores universitários. O nexo e a lógica daquilo que foi aplicado não creio que atinja as carreiras todas do Executivo brasileiro.

4. O governo, com o veto na LDO (Lei de Diretrizes Orçamentárias), abandonou o PNE (Plano Nacional de Educação)?
Falei com o presidente Michel Temer, manifestando minha discordância com a posição da Fazenda e do Planejamento [em relação ao veto], e o presidente disse que pediu uma reavaliação para orientar a própria base a derrubar o veto. O PNE é uma lei e temos que buscar como objetivo o seu cumprimento.

 

5. Especialistas defendem cobrança do estudo em universidade pública, com pagamento após a entrada no mercado de trabalho. É uma boa ideia?
É uma discussão que ocorrerá, mas não agora. O mundo todo discute o tema.

 

6. Com endurecimento do Fies e menos recursos, como atingir a meta de uma taxa bruta de 50% de matrícula das pessoas de 18 a 24 anos no ensino superior até 2024?
Nossa prioridade com o novo Fies é atender a estudantes mais pobres. Ele vai facilitar o alcance das metas. Acabamos com a farra do Fies.

7. Como garantir que os bancos privados não cobrem juros abusivos em modalidade do Fies sem taxa definida?
O que o governo fará é ofertar funding público [financiamento público] para os bancos privados, sendo que o risco será dos bancos, para que possam, na ponta, disponibilizar crédito a juros mais baixos. O limite se dará a partir da boa competição. É isso que vai determinar menor custo final aos estudantes.

8. O DEM é criticado por ser contra as cotas raciais. O senhor tem a mesma posição?
Sou a favor da política de inclusão. Acho que muitas vezes a ênfase se dá na lógica da cota racial, que precisa cada vez mais agregar o componente social. Um jovem pobre precisa ter, dentro de uma educação no país, independente da cor da pele, uma prioridade do Estado brasileiro.

9. Não foi um sinal ruim a retirada do termo “igualdade de gênero” da base curricular?
Não, acho que a base é plural e respeita a todos. Ela tem toda a estrutura em uma visão de respeito à diversidade.

10. No momento em que há uma discussão na sociedade de respeito à igualdade, retirar o termo não prejudica o debate?
Se você ler o texto, vê que tem todo seu eixo dirigido ao respeito à diversidade. Muitas vezes uma polêmica gerada a partir de uma interpretação isolada e de uma leitura de pessoas que sequer analisaram o conteúdo torna uma versão
pública interpretada a partir de um viés equivocado.

11.  O senhor é a favor do movimento Escola Sem Partido [que tenta barrar o ensino com suposto viés de esquerda]?
Defendo a liberdade de opinião, mas sou contra a tese de que vai resolver a questão de discussões mais ideológicas dentro da sala de aula através de uma lei. Não concebo a criação de um tribunal de ideias para julgar professores, se
estão sendo mais ou menos ideológicos. O que precisamos é que cada vez mais os professores sejam melhor preparados e aptos a apresentar um leque de conhecimento para o aluno.

12. Acha que há “doutrinação” nas escolas, como alegam?
Não quero qualificar. Estudei numa escola extremamente esquerdista, uma das mais do país. E, para mim, isso não mudou. Até me ajudou.  (Folhapress)

 

tags: educação

Compartilhe esta notícia:

Voltar Todas de Notícias

Deixe seu comentário
Homens são proibidos de usar “biquíni do Borat” na Inglaterra
Cravejada de ametistas, coroa da Miss Mundo Brasil vale 7 mil reais
Pode te interessar