Segunda-feira, 02 de novembro de 2026

Porto Alegre

CADASTRE-SE E RECEBA NOSSA NEWSLETTER

Receba gratuitamente as principais notícias do dia no seu E-mail.
cadastre-se aqui

RECEBA NOSSA NEWSLETTER
GRATUITAMENTE

cadastre-se aqui

Brasil Sergio Moro diz que força-tarefa da Lava-Jato “tem que continuar”

Compartilhe esta notícia:

Atual ministro, Moro ganhou notoriedade com a Lava-Jato. (Foto: Marcos Corrêa/PR)

O ministro da Justiça e Segurança Pública, Sérgio Moro, defendeu a continuidade dos trabalhos da força-tarefa da Operação Lava-Jato. Em sua conta no Twitter, o ministro destacou a decisão da procuradora-geral Raquel Dodge que, na segunda-feira (12), prorrogou por mais um ano os trabalhos do grupo de procuradores da República no Paraná que desmantelou sofisticado esquema de propinas e cartel instalado na Petrobras, entre 2004 e 2014.

“Enquanto houver casos complexos de corrupção e que demandam atuação de esforço concentrado em equipe, a força-tarefa tem que continuar”, prega Moro. “Muito bem.”

Ele assinalou. “É o que fizemos na PF, o Governo de @jairbolsonaro reforçou as equipes.”

É a quinta vez que a força-tarefa tem sua atuação ampliada, desde a sua criação, em 2014. Ao todo, a força-tarefa da Lava-Jato em Curitiba (PR) conta atualmente com uma equipe de 69 pessoas, entre procuradores, servidores, contratados e estagiários.

A extensão do prazo de atuação da força-tarefa ocorre em um momento em que reportagens do site The Intercept Brasil têm revelado mensagens atribuídas a integrantes da força-tarefa e a Moro indicando suposto conluio na Lava-Jato.

De acordo com a assessoria da Procuradoria-Geral da República, apesar das restrições impostas pela emenda constitucional do teto de gastos, foram destinados no primeiro semestre deste ano R$ 808 mil para as despesas com viagens relacionadas às investigações do esquema bilionário de corrupção na Petrobras.

Intercept

Diálogos obtidos pelo site The Intercept Brasil e publicados pelo BuzzFeed News apontam que o ministro Sérgio Moro instruiu, ainda quando juiz federal, os procuradores da Operação Lava-Jato a não recolherem os celulares de Eduardo Cunha na véspera da prisão do ex-presidente da Câmara dos Deputados.

Segundo o site, a recomendação de Moro em conversa que ocorreu em 18 de outubro de 2016 entre ele e o coordenador da força-tarefa, Deltan Dallagnol, destoa do padrão da operação, já que saíram dos celulares de executivos de empreiteiras muitas anotações e mensagens que embasaram investigações.

No pacote de mensagens enviado por fonte anônima ao The Intercept Brasil, Dallagnol tenta marcar uma reunião com o então juiz para discutir o caso: “Queríamos falar sobre a apreensão dos celulares. Consideramos importante, teríamos que pedir hoje”. Moro responde: “Não acho que é uma boa”.

O BuzzFeed aponta que não há registro em mensagem da reunião presencial que eles tiveram. Porém, quase três horas depois, Dallagnol envia uma nova mensagem a Moro explicando que, após conversar com procuradores e levar em consideração o que foi dito pelo então juiz, a Lava-Jato desistiu de apreender os celulares de Cunha.

“Cnversamos [Conversamos] aqui e entendemos que não é caso de pedir os celulares, pelos riscos, com base em suas ponderações”, declara o coordenador. Moro responde: “Ok, tb [também]”.

Compartilhe esta notícia:

Voltar Todas de Brasil

Deixe seu comentário

Os comentários estão desativados.

Assembleia Legislativa aprova criação da “Rota das Oliveiras”, que abrange 25 municípios do interior gaúcho
Com máscara de idoso, homem tenta assaltar banco em Santa Catarina
Pode te interessar