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Brasil O ministro da Saúde disse que o relaxamento do isolamento social ocorrerá de forma “progressiva e planejada”

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Nelson Teich também anunciou a compra de mais testes e de 3,3 mil respiradores para tratar pacientes graves. (Foto: Marcello Casal Jr./Agência Brasil)

O ministro da Saúde, Nelson Teich, disse nessa segunda-feira (20) que o relaxamento das medidas de distanciamento social adotadas para diminuir o risco de contágio pelo novo coronavírus deverá ocorrer de forma “progressiva, estruturada e planejada”. As regras de isolamento foram um dos motivos de divergência entre o presidente Jair Bolsonaro e o ex-titular da pasta Luiz Henrique Mandetta, que foi demitido após semanas de desgaste. Segundo o último boletim, divulgado nessa segunda, 40.581 pessoas no Brasil já pegaram a doença, que matou 2.575.

“A gente está atuando em três braços que são fundamentais. Um: entender melhor a doença, fazer o diagnóstico, entender a evolução. A segunda coisa: preparar a infraestrutura para o tratamento para que, nesse tempo em que agente está afastado, vai ser usado para melhorar, preparar para o cuidado. E o terceiro: com essa preparação, desenhar esse programa de saída progressiva, estruturada e planejada do distanciamento social”, disse Teich em vídeo divulgado pela assessoria de comunicação da pasta.

Bolsonaro vem defendendo um relaxamento das restrições impostas por governadores e prefeitos. Entre outras coisas, entendia que o isolamento deveria se limitar a pessoas do grupo de risco, como idosos e quem tem outras doenças. Já Mandetta, embora não endossasse todas as medidas dos gestores locais, era favorável a limitações maiores do que aquelas defendidas pelo presidente. O ex-ministro também dizia que prefeitos e governadores estavam em melhores condições do que o Ministério da Saúde para avaliar o que deveria ser feito em seus municípios e Estados.

Na quarta-feira da semana passada, por unanimidade, o STF (Supremo Tribunal Federal) declarou que governadores e prefeitos têm poderes para baixar medidas restritivas no combate ao coronavírus em seus territórios. Segundo os ministros, o governo federal pode coordenar as diretrizes de isolamento a serem seguidas em todo o país, mas não tem poder para retirar a autonomia dos Estados e municípios na gestão local.

Testes e novos respiradores

Teich disse que a previsão de compra de testes para o novo coronavírus subiu de 24 milhões para 46 milhões, mas não deu prazos de entregas. E esclareceu: testar em massa não quer dizer que todos os brasileiros vão ser testados. “Teste em massa não significa testar a população toda. A Coreia do Sul, que é uma referência em testes, fez 10 mil testes por milhão de pessoas. Não estamos falando em testar o País inteiro. A gente vai usar o teste de uma forma em que as pessoas testadas vão refletir a população brasileira”, disse o ministro.

Teich também anunciou a compra de 3,3 mil respiradores, usados no tratamento de pacientes graves, dos quais 1.150 vão ser entregues em maio e o restante em até 90 dias. Com isso, segundo o Ministério da Saúde, já foram assinados contratos para a aquisição de 14,1 mil aparelhos. Em 8 de abril, o Ministério da Saúde já havia prometido 14 mil respiradores em 90 dias.

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