Sábado, 03 de outubro de 2026
Por Redação O Sul | 24 de setembro de 2018
O presidente do STF (Supremo Tribunal Federal), ministro Dias Toffoli, cumpre agenda no Palácio do Planalto pela primeira vez. Ele assumiu interinamente a Presidência da República no domingo (23) com a viagem de Michel Temer para participar da Assembleia Geral das Nações Unidas, em Nova York (EUA). Toffoli fica no cargo até esta terça-feira (25).
O presidente do Supremo é o quarto da linha sucessória. Como o País está sem vice-presidente, o segundo sucessor seria o presidente da Câmara, Rodrigo Maia (DEM-RJ). O terceiro seria o presidente do Senado, Eunício Oliveira (MDB-CE). Os dois, no entanto, também saem do País quando Temer viaja porque podem ficar inelegíveis caso assumam a Presidência. Ambos são candidatos à reeleição.
De acordo com a assessoria de Eunício Oliveira, o emedebista fará uma viagem particular para a Argentina. O mesmo destino foi escolhido por Rodrigo Maia, segundo a assessoria do deputado.
Assembleia da ONU
Como tradicionalmente acontece, o chefe do Executivo brasileiro fará o discurso de abertura da assembleia. O Itamaraty não antecipou os temas que Temer deve abordar durante o pronunciamento. No entanto, de acordo com o subsecretário-geral de assuntos políticos multilaterais, Europa e América do Norte, Nelson Tabajara, o multilateralismo é um dos aspectos que devem ser citados ao longo do discurso.
A defesa de uma reforma do Conselho de Segurança das Nações Unidas é outro tema que deve estar na pauta. Antes do discurso, Temer terá uma breve conversa com o secretário-geral da ONU (Organização das Nações Unidas), António Guterres.
Colômbia
Durante a participação na Assembleia Geral da ONU, Michel Temer terá uma reunião com o presidente da Colômbia, Iván Duque, eleito em junho deste ano. Essa será a única agenda bilateral prevista até o momento durante a viagem aos Estados Unidos. O encontro foi um pedido dos colombianos e deve ocorrer antes de reunião de presidentes do Mercosul, nesta terça-feira.
O país vizinho tem recebido a maior parte de imigrantes da Venezuela. No mês passado, foi concedida permissão para que 440 mil venezuelanos em situação irregular permanecessem na Colômbia por dois anos.
Conselho de Segurança e migração
O ministro das Relações Exteriores, Aloysio Nunes, vai participar de encontro do chamado G4, grupo formado por Brasil, Alemanha, Índia e Japão, que defende uma reforma na composição do Conselho de Segurança da ONU. Os quatro países querem assento permanente no colegiado.
“Queremos retomar uma dinâmica maior e começar a fazer propostas mais concretas. Esse tema tem vários grupos e várias fórmulas que correm paralelamente ao G4. Mas achamos que a nossa é representativa, cobre países importantes que deveriam estar no Conselho de Segurança”, disse Tabajara, durante entrevista a jornalistas na sexta-feira (21).
O tema da migração será foco de outro evento no âmbito das Nações Unidas, o chamado “Road to Marrakesh”, prévia de uma conferência internacional no Marrocos, em dezembro, sobre o assunto. O chanceler Aloysio Nunes representa o Brasil nessa agenda.
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