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Política O ministro do Meio Ambiente teve alta hospitalar. Ele estava internado no Hospital das Forças Armadas, em Brasília

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O ministro do Meio Ambiente, Ricardo Salles, deu entrada no setor de emergência em decorrência de um mal-estar. (Foto: Reprodução/Twitter@rsallesmma)

O ministro do Meio Ambiente, Ricardo Salles, teve alta hospitalar na tarde desta quarta-feira (28). Ele estava internado no Hospital das Forças Armadas (HFA), em Brasília. De acordo com boletim médico, ele deu entrada no setor de emergência em decorrência de um mal-estar na noite de terça-feira (27). As informações são do jornal O Estado de S. Paulo, da Agência Brasil e da agência de notícias Reuters.

Salles passou por exames que, segundo o hospital, deram resultado normal. O boletim não especifica quais exames foram feitos. A recomendação médica é de repouso por cinco dias. A nota sobre a alta hospitalar do ministro é assinada pelo contra-almirante diretor-técnico de saúde do hospital, Nestor Francisco Miranda Júnior.

Em um vídeo gravado com Salles ainda deitado na cama do hospital e divulgado pelas redes sociais, o ministro agradece as mensagens de carinho e apoio e o atendimento dos profissionais de saúde. “Graças a Deus, tenho certeza de que vai ficar tudo bem”, diz o ministro, visivelmente abatido.

Segundo uma fonte ouvida pelo jornal O Estado de S. Paulo, o ministro chegou a ser levado à unidade de terapia intensiva (UTI) e foi submetido a exames cardiológicos.

Mais cedo, o ministro da Defesa, Fernando Azevedo e Silva, informou que Salles receberia alta do hospital nesta quarta-feira à tarde. “Foi estresse… vamos dizer.. ambiental”, afirmou o ministro da Defesa.

Pela manhã, o presidente Jair Bolsonaro afirmou que Salles teria alta hospitalar em breve. “Ele vai ter alta e vai vir me ver daqui a pouco. Ele está com saudade de mim”, disse o presidente rindo, ao ser questionado se pretendia visitar Salles no hospital. Bolsonaro falou rapidamente com jornalistas após participar de cerimônia em homenagem ao Dia do Voluntariado, no Palácio do Planalto.

Salles era esperado na manhã desta quarta em evento da Marinha, onde para a assinatura de um acordo de cooperação que trata sobre o lixo marinho.

Ricardo Salles tem 44 anos e está à frente das pasta desde o início de janeiro. Nas últimas semanas, ele vinha cumprindo uma agenda intensa, em virtude das queimadas que atingem a Amazônia Legal e das polêmicas suscitadas.

Ex-ministros do Meio Ambiente

Ex-ministros do Meio Ambiente entregaram nesta quarta-feira uma carta aos presidentes da Câmara dos Deputados, Rodrigo Maia (DEM-RJ), e do Senado, Davi Alcolumbre (DEM-AP), em que pedem a suspensão da tramitação de propostas que possam ter impacto na preservação ambiental e denunciam o “desmonte” de instituições do setor no governo do presidente Jair Bolsonaro.

Na carta, que afirma que o Brasil vive uma “emergência ambiental”, nove ex-ministros do Meio Ambiente —entre eles a candidata à Presidência por três vezes Marina Silva— e representantes de entidades como Ordem dos Advogados do Brasil (OAB) e Sociedade Brasileira para o Progresso da Ciência (SBPC) defendem uma “moratória” de medidas legislativas que possam afetar a Amazônia ou as populações indígenas.

“O desmonte das instituições federais (Ministério do Meio Ambiente, Ibama e ICMBio), como também das políticas e programas de proteção ao meio ambiente e do Fundo Amazônia que vem sendo promovido pelo governo federal, além de provocar inaceitável degradação do patrimônio natural e da qualidade ambiental do país, está colocando em risco a segurança de populações indígenas e comunidades tradicionais e afetando diretamente a saúde pública”, afirma o documento.

“A comoção mundial é de tal ordem que ameaças de boicote às exportações brasileiras surgem em diversos países, pondo em risco a própria balança comercial do país.”

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