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Notícias O ministro do Supremo Gilmar Mendes negou liminar e manteve a prisão preventiva do suposto arrecadador de propinas para o PSDB

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Paulo Vieira de Souza é acusado pelos crimes de peculato (desvio de recursos públicos), inserção de dados falsos em sistema de informação e formação de quadrilha. (Foto: Antonio Cruz/Abr)

O ministro Gilmar Mendes, do STF (Supremo Tribunal Federal), negou liminar e manteve a prisão preventiva de Paulo Vieira de Souza, ex-diretor da empresa paulista de infraestrutura rodoviária, a Dersa.

A decisão está em segredo de justiça. O ministro negou ainda um pedido para que a investigação de Souza, que corre na primeira instância da Justiça de São Paulo, seja enviada ao STF.

Para o ministro, até o momento, não há conexão entre um inquérito que corre no Supremo e a ação contra Souza em São Paulo. Gilmar Mendes pediu informações à Procuradoria da República e à Justiça Federal de São Paulo e determinou que a PGR (Procuradoria-Geral da República) se manifeste sobre o pedido.

Souza, que é conhecido como Paulo Preto, foi diretor da estatal que administra as rodovias em São Paulo entre 2005 e 2010, foi preso no último dia 6, apontado como operador do PSDB e acusado de desvio de recursos públicos durante obras do governo tucano no estado de São Paulo entre os anos de 2009 e 2011, durante os governos de José Serra, Alberto Goldman e Geraldo Alckmin.

No dia 22 de março, a força tarefa da Operação Lava-Jato em São Paulo ofereceu denúncia contra Souza e mais quatro acusados de desviar R$ 7,7 milhões de 2009 a 2011 (valores da época) de obras públicas.

Segundo a denúncia do MPF (Ministério Público Federal), Paulo Vieira de Souza comandou o desvio de dinheiro como o destinado ao reassentamento de desalojados por obras do trecho Sul do Rodoanel, o prolongamento da avenida Jacu Pêssego e a Nova Marginal Tietê, na região metropolitana de São Paulo.

A denúncia da Lava-Jato indica que quase 1.800 pessoas foram incluídas indevidamente em programas de reassentamento das famílias desalojadas.

A denúncia foi feita após uma investigação iniciada no Ministério Público Estadual de São Paulo pelos desvios de apartamentos e de pagamentos de indenizações. Durante as investigações, a Promotoria da Suíça informou que Souza mantinha o equivalente a R$ 113 milhões em contas fora do Brasil.

Para o MPF, houve crimes de formação de quadrilha, inserção de dados falsos em sistema público e peculato, a apropriação de recursos públicos.

Em nota, após a prisão de Paulo Preto, o PSDB declarou: “O PSDB de São Paulo não manteve, em tempo algum, qualquer vínculo com o sr. Paulo Vieira de Souza. O partido mantém seu total apoio às investigações e espera que o caso seja elucidado o mais rapidamente possível e os culpados, punidos de acordo com a lei”.

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