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Brasil O ministro da Defesa disse que colocar as Forças Armadas nas ruas “é dar férias para os bandidos”

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Ministro da Defesa, Raul Jungmann. (Foto: Antonio Cruz/Agência Brasil)

O modelo das Forças Armadas ocupando uma área, como o Complexo do Alemão ou da Maré, está enterrado. Ao menos na atual gestão. O ministro da Defesa, Raul Jungmann, afirmou que os militares continuarão a atuar “sob demanda”, usando seu grande contingente para o cerco de áreas em apoio às polícias e na área de inteligência. O modelo anterior, segundo ele, tinha como único resultado “dar férias para os bandidos”.

Conforme o ministro, ele observa que predominam no caso das GLOS (Garantia de Lei e Ordem no País) as ações ligadas à greve de polícia, que é uma questão de segurança pública, e de combate à violência urbana.

“Somando os dois dados chega-se a 36% o que representa a emergência na área da segurança pública do País nas últimas duas décadas. Representa também uma opção do constituinte, que deixou 80% das responsabilidades da segurança pública com os Estados. A União ficou com 20%, com o combate ao tráfico internacional de drogas e armas”, afirmou.

Segundo Jungmann, não se criou nenhum corpo intermediário entre as Forças Armadas e as forças regulares da segurança pública para que atuasse nas situações extraordinárias, excepcionais, onde há falência ou incapacidade dos governos estaduais de manter a segurança. “O que eu quero dizer com isso? Estou pensando nos Estados Unidos, que tem a Guarda Nacional que é exatamente esse corpo que desempenha esse papel”, disse.

Papel das Forças Armadas 

De acordo com o ministro, não há atuação permanente, mas por demanda.

“Estamos atuando no Rio de Janeiro dentro da seguinte lógica: nós não ocupamos permanentemente nenhuma área. Segundo: nós atuamos por demanda, em apoio às forças policiais que lideram o processo. Então por exemplo, você tem uma comunidade. Nosso papel e de fechar, de blindar. Só nós temos massa para fechar por exemplo todas as entradas e acessos de uma grande comunidade como a Rocinha, que tem 80 mil pessoas. Isso libera o pessoal lá dentro para fazer busca e apreensão”, explicou.

A atuação, disse ainda o ministro, é integrada por meio da inteligência. “Estamos a à disposição para fazer varreduras e apoio logístico. Isso decorre da compreensão de que a ocupação abaixa a temperatura, mas não combate nem elimina a infecção. A infecção tem de ser combate com a inteligência, com os policiais e a capacidade do Judiciário. E nós não somos agentes para fazer isso”, disse o ministro.

Segundo ele esse é o motivo de tanta “confusão e tanto desentendimento”. Ele completa dizendo que é preciso que as polícias tenham “melhores condições de trabalho e salário, precisam ter um sistema de correição que elimine os ligados ao crime organizado e os que estão de alguma forma ligadas à corrupção e precisam ser despolitizadas. Essas são as questões centrais”, finalizou.

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