Segunda-feira, 31 de agosto de 2026

Porto Alegre
Porto Alegre, BR
17°
Cloudy

CADASTRE-SE E RECEBA NOSSA NEWSLETTER

Receba gratuitamente as principais notícias do dia no seu E-mail.
cadastre-se aqui

RECEBA NOSSA NEWSLETTER
GRATUITAMENTE

cadastre-se aqui

Notícias O Movimento Brasil Livre pediu ao Tribunal Superior Eleitoral que declare Lula inelegível

Compartilhe esta notícia:

Kim Kataguiri é um dos coordenadores do MBL. (Foto: Reprodução/Facebook)

O MBL (Movimento Brasil Livre) entrou com uma ação no TSE (Tribunal Superior Eleitoral) pedindo que a Corte já determine que o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva está inelegível e, portanto, impedido de concorrer a mais uma disputa ao Palácio do Planalto, nas eleições deste ano.

O MBL – um dos movimentos mais atuantes no impeachment da ex-presidente Dilma Rousseff e grande crítico de Lula – defende que o ex-presidente não pode concorrer por ter tido condenação no processo do tríplex do Guarujá, no Litoral de São Paulo, cuja condenação foi confirmada pelo TRF-4 (Tribunal Regional Federal da 4ª Região), com sede em Porto Alegre.

Tal condenação feita pelo órgão colegiado do TRF-4 enquadra o ex-presidente na Lei da Ficha Limpa. Entretanto, apesar de estar preso desde o dia 7 de abril, Lula é líder em todas as pesquisas de intenção de voto ao Palácio do Planalto.

De modo geral, impugnações a pessoas de concorrer só são feitos após o registro das candidaturas por partidos e coligações na Justiça Eleitoral. O prazo limite para o registro das candidaturas é o dia 15 de agosto.

“É certo que a eventual possibilidade de candidatura do requerido gera severa insegurança jurídica à sociedade brasileira”, afirmam Rubens Nunes e Kim Kataguiri, coordenadores do MBL, que subscrevem a ação.

Na arguição, os coordenadores do movimento defendem que o TSE proíba o petista de participar de qualquer ato de campanha, bem como de arrecadar recursos e aparecer em programas eleitorais de TV. Os dois querem também que o tribunal proíba institutos de pesquisa de incluírem Lula nos questionários de sondagens eleitorais.

O ministro Admar Gonzaga foi designado relator da ação do MBL. O magistrado – que atuou como advogado eleitoral em campanha presidencial de Dilma – já afirmou publicamente que o TSE poderia rejeitar a candidatura de um condenado em segunda instância por conta própria e sem provocação (no jargão jurídico, “de ofício”). Ele não se referiu especificamente a Lula em suas declarações.

Conforme revelou a colunista Mônica Bergamo, do jornal Folha de S.Paulo, o caso pode ser julgado pela ministra Rosa Weber, que está de plantão durante o período de recesso judicial.

Em sua defesa, os advogados de Lula afirmam que os integrantes não têm “legitimidade ativa” para entrar com a arguição. E dizem que não pode haver possibilidade de impugnação de registro de candidatura “sem que haja formalização de pedido de registro”. “Antes de tudo é preciso dizer que o ex-presidente Lula está no pleno gozo dos direitos políticos”, sustentam. “O reconhecimento de eventual inelegibilidade só pode ser realizado pelo TSE depois que o ex-presidente formalizar o pedido de registro”, completam

O ex-presidente alega inocência sobre os crimes computados a ele no caso do tríplex e diz ser alvo de uma perseguição política que visa impedi-lo de disputar a eleição de outubro.

 

Compartilhe esta notícia:

Voltar Todas de Notícias

Deixe seu comentário

Os comentários estão desativados.

Temer diz ao STF que não houve “má intenção” em nomear Moreira Franco
Pouso de emergência deixa 33 feridos na Alemanha
Pode te interessar