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Política O MST iniciou o “abril vermelho” com invasões de fazendas em quatro Estados

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Fazendas foram invadidas também nos municípios de Teresina e Curralinho, no Piauí, e em Morro Agudo, no Estado de Goiás. (Foto: MST/Divulgação)

O MST (Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem-Terra) deu a largada, nessa terça-feira, ao “abril vermelho”, que este ano inclui na pauta a liberdade ao ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, invadindo fazendas em quatro Estados. Uma rodovia foi bloqueada pelos manifestantes no Rio Grande do Sul.

Duas áreas foram invadidas no Estado da Paraíba, uma delas a Fazenda Volta, pertencente ao senador José Maranhão (MDB). No Ceará, foi ocupada uma área do Departamento Nacional de Obras Contra a Seca (Dnocs), do Ministério da Integração Nacional.

Fazendas foram invadidas também nos municípios de Teresina e Curralinho, no Piauí, e em Morro Agudo, no Estado de Goiás. Conforme o MST, as ações prosseguem nesta quarta-feira, dia marcado marcado para “uma mobilização nacional em defesa da liberdade de Lula”.

João Paulo Rodrigues, da direção do MST,  destacou que esse é um momento importante de unidade do povo brasileiro, já que a batalha é “diferenciada” e exige “resistência política” maior do que a dos últimos dias. Ele aponta que, desde a prisão do ex-presidente, aumentaram as mobilizações pela liberdade de Lula, inclusive a nível internacional. Para Rodrigues, a militância deve se organizar em quatro frentes de atuação.

“Eu acredito na força de quatro frentes de atuação sobre o questionamento do quê fazer a partir de agora. Nós vamos ter que pensar muito rápido. Nesse sentido, a frente número um é toda atenção voltada agora para Curitiba e para a repressão que aconteceu por lá, além da solidariedade ao ex-presidente Lula. Nós temos que fazer uma campanha grande de concentrações diárias nacionais e internacionais frente àquela Superintendência. A ideia é fazer uma escala para que, cada dia, um estado, um partido, uma organização possa se unir em Curitiba. Também gostei muito da ideia que surgiu de mandarmos cartas ao ex-presidente Lula, fazer postal, carta registrada.

A segunda frente é Brasília. Nós vamos ter dois julgamentos importantes na quarta-feira e não dá para criar expectativa de que os problemas serão resolvidos nesse dia com o possível julgamento da ADC [Ação Declaratória de Constitucionalidade] ou um habeas corpus. Nós temos que pressionar o STF [Supremo Tribunal Federal] e Cármen Lúcia [presidenta do STF] para pautar as ADCs, porque seria uma vitória importante não só para o ex-presidente Lula.

A terceira frente são as mobilizações. Não precisamos nos preocupar em ter o dia D de mobilização. A partir de agora, todo dia nós temos que construir algum tipo de conflito, que não tem nada a ver com violência, mas um conflito social que é importante de ser pautado.

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