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Mundo O mundo enfrenta a escassez de equipamentos no combate ao coronavírus, alerta a Organização Mundial da Saúde

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Organização tenta solucionar falta de luvas, máscaras, aventais descartáveis e óculos de proteção. (Foto: cnsphoto/Reuters)

O mundo está enfrentando uma escassez crônica de aventais descartáveis, máscaras, luvas e outros equipamentos de proteção na luta contra a epidemia do novo coronavírus, disse nesta sexta-feira o diretor da Organização Mundial da Saúde (OMS), Tedros Adhanom Ghebreyesus.

A agência das Nações Unidas está enviando kits de teste, máscaras, luvas, respiradores e aventais para todas as regiões:

— No entanto, o mundo está enfrentando uma escassez crônica de equipamentos de proteção de pessoal, como você pode imaginar. Hoje à tarde, falarei com a equipe de suprimentos para pandemias para identificar os gargalos, encontrar soluções e garantir equilíbrio na distribuição de equipamentos — afirmou Ghebreyesus.

Na manhã desta sexta-feira foram confirmados 31.211 casos de coronavírus na China e 637 mortes, além de 270 casos em 24 outros países com uma morte.

— Nos últimos dois dias, houve menos infecções relatadas na China, o que é uma boa notícia, mas alertamos contraconfiar excessivamente nisso. Os números podem subir novamente — disse o diretor da OMS.

Durante sua reunião técnica com os Estados membros, houve discussão sobre a nomeação do vírus. A OMS já atribuiu como nome provisório ‘doença respiratória aguda 2019-nCOV’ (novo coronavírus).

— Achamos muito importante fornecer um nome provisório para que nenhum local fosse associado ao nome. Tenho certeza de que você já viu relatos na mídia usando o nome Wuhan ou China— afirmou a epidemiologista da OMS Maria van Kerkhove ao conselho. — Queríamos garantir que não houvesse estigma associado a esse vírus e, portanto, divulgamos esse nome provisório.

Mike Ryan, principal especialista em emergências da OMS, disse:

— Acho que o ponto mais importante aqui é garantir que, [após] algumas ações e reações internacionais, seja responsabilidade de todos garantir que não haja estigma associado à doença. A desnecessária e inútil identificação de indivíduos com base na etnia é completamente inaceitável e precisa parar. Os governos têm a responsabilidade de se comunicar com suas populações sobre isso — disse Ryan

Morte de médico

A morte do médico que alertou para o novo coronavírus sacudiu a opinião pública chinesa e obrigou as autoridades a reagir, enquanto a Organização Mundial da Saúde (OMS) advertiu para a escassez de material contra a epidemia. O oftalmologista Li Wenliang, de 34 anos, que trabalhava em Wuhan, alertou no fim de dezembro o aparecimento de um vírus nesta cidade.

Foi punido por isso. Sua morte, devido a uma infecção, provocou duros comentários nas redes sociais.

— É um herói que deu o alerta e pagou com a vida — ,escreveu um de seus colegas de Wuhan na rede social Weibo. A hashtag “pedimos liberdade de expressão” surgiu nas redes e foi censurada.

A amplitude das críticas levou as autoridades a lamentarem publicamente a morte do médico, algo inédito, e anunciar o envio de uma missão a Wuhan “para realizar uma investigação exaustiva sobre temas relacionados com o doutor Li Wenliang propostos pelas massas”. O novo coronavírus já causou a morte de 722 pessoas e contaminou mais de 34 mil na China. Cinquenta e seis milhões de cidadãos estão virtualmente retidos em casa.

O presidente americano, Donald Trump, conversou por telefone com seu contraparte chinês, Xi Jinping, a quem parabenizou pelo “trabalho muito profissional”.

“Estão trabalhando muito e acredito que estão fazendo um trabalho muito profissional”, disse o presidente a jornalistas na Casa Branca. Xi garantiu a Trump que a China era “totalmente capaz” de derrotar esta nova epidemia e pediu a Washington, que nega a entrada em seu território de estrangeiros que passam pela China, a reagir “de forma razoável”, segundo veículos de comunicação chineses. Os Estados Unidos “estão preparados para gastar até 100 milhões de dólares de fundos existentes para ajudar a China e outros países afetados”, declarou o secretário de Estado, Mike Pompeo.

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