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Notícias O Museu Histórico Farroupilha, na cidade de Piratini, recebeu a doação de quase mil peças para o seu acervo

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Itens foram cedidos por um empresário gaúcho que mora fora do Estado. (Foto: Rafael Varela/Ascom Sedac)

Localizado em Piratini (Região Sul do Estado) e com quase 70 anos de funcionamento, o Museu Histórico Farroupilha recebeu de um colecionador particular uma doação de 998 peças históricas relacionadas à Revolução Farroupilha (1835-1845). O acervo da instituição abrange, atualmente, cerca de 600 itens.

Segundo a diretora Francieli Domingues, a iniciativa resultou de um contato feito por meio das redes sociais. O empresário do segmento hoteleiro Volnir Júnior dos Santos, gaúcho de São Francisco de Paula e conhecido como “Tchê Voni”, vive há 19 anos em Natal, capital do Rio Grande do Norte. Desde o ano passado ele já manifestava o desejo de repassar o lote ao museu.

Ao saber da possível doação, a secretária estadual da Cultura, Beatriz Araujo, manteve contato telefônico com o colecionador, que esperou até o dia 11 de setembro – mesma data em que foi proclamada, em 1836, a República Rio-Grandense – para registrar em cartório e enviar o documento ratificando a sua decisão. Beatriz e Francieli viajaram em outubro para a Região Nordeste, a fim de conhecer o doador e o acervo.

Lá, foram recebidas por um gaúcho de pilcha completa, que as levou ao ambiente da residência onde enfileirava os 29 volumes que acondicionavam a coleção, totalizando 401 quilos. “Foi um momento de grande alegria e emoção, uma vez que estávamos diante de peças históricas de tamanha relevância, que mudariam para sempre o Museu Histórico Farroupilha de Piratini, bem como contribuiriam para aprofundar o conhecimento acerca da saga farrapa”, recorda Beatriz.

Após a consolidação das tratativas, a secretária se empenhou para trasladar o acervo até Porto Alegre, uma vez que, antes de ser levado para Piratini, o material deve passar por catalogação e ser adicionado ao patrimônio do Estado. Para isso, contou com a intermediação do deputado federal Ronaldo Santini, o qual viabilizou o transporte aéreo com a Força Aérea Brasileira (FAB) e terrestre com o Exército. Dois meses depois, a coleção chegou ao Rio Grande do Sul.

Francieli lembra que o valor das peças e a nobreza do gesto do colecionador comoveram a equipe. A coleção é composta por itens de valor museológico arquivístico e bibliográfico incalculável.

“São centenas de livros de grande qualidade técnica, alguns raros, e artefatos como balas de canhão, armamento de época e outras raridades, entre elas moedas com a cunhagem da República Rio-Grandense e o passaporte que dava acesso à república farrapa durante o período da Revolução Farroupilha”, conta.

Trabalho meticuloso

A fase atual é de catalogação, trabalho minucioso realizado por técnicos da Diretoria de Memória e Patrimônio da Sedac (Secretaria da Cultura).

“O doador nos passou uma lista com a descrição dos materiais. Desta forma, pretendemos abrir uma caixa de cada vez, identificar os itens a partir da lista encaminhada, fotografar, numerar as peças e preencher uma planilha, já elaborada pelos técnicos da secretaria”, explica o assessor especial de Memória e Patrimônio da Sedac, Eduardo Hahn.

Após a catalogação, as peças serão acondicionadas, conforme as diretrizes dos conservadores, e novamente encaixotadas para o transporte até o Museu Farroupilha. Enquanto ocorre a catalogação do acervo em Porto Alegre, são realizadas melhorias físicas na reserva técnica do museu, em Piratini, que impactarão no mobiliário e na segurança.

Também está previsto novo mobiliário expositivo. O objetivo é qualificar a guarda e a exposição dos objetos – ações que serão executadas com recursos provenientes de emenda parlamentar estadual, apresentada pelo deputado Luiz Henrique Viana em 2019, no valor de R$ 100 mil. A verba será utilizada na compra de mobiliário e mostruários para acomodar o novo acervo, bem como na instalação de sistema de alarme.

O transporte do acervo para Piratini será realizado somente após a conclusão das melhorias físicas no museu. A denominação da coleção já foi escolhida e presta homenagem ao doador: “Coleção Tchê Voni.

A previsão de exibição pública das peças é setembro de 2020, ocasião que coincide com o retorno das obras pictóricas de grandes dimensões pertencentes ao museu e desde 2019 sendo restauradas pelo curso de Conservação e Restauro de Bens Culturais Móveis da UFPel (Universidade Federal de Pelotas), a partir de acordo de cooperação técnico-científica firmado com a Sedac.

(Marcello Campos)

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