Quinta-feira, 08 de outubro de 2026
Por Redação O Sul | 17 de março de 2016
Esta coluna reflete a opinião de quem a assina e não do Jornal O Sul. O Jornal O Sul adota os princípios editoriais de pluralismo, apartidarismo, jornalismo crítico e independência.
Dilma estará a partir de hoje nas mãos da Câmara Federal dirigida por um réu da Lava-Jato confirmado por unanimidade do pleno do STF deputado Eduardo Cunha (PMDB). O rito foi confirmado pelos ministros do Supremo e agora ela terá um prazo de dez sessões para a sua defesa.
Tudo segundo consta será definido em 45 ou 60 dias. O tema, talvez o mais grave ficará em segundo plano considerando a decisão do juiz de Primeira Instância da Justiça Federal de Curitiba de divulgar de forma seletiva parte de provavelmente horas de gravações de conversas telefônicas feitas entre o ex-presidente Lula e diversos personagens da República. Trechos pinçados, diálogos curtos seguidos de interpretações de integrantes da Polícia Federal e Ministério Público. Por que o juiz não divulgou, mesmo que tivesse mais de mil páginas todas as conversas gravadas do sr. Lula? Fizeram isso com o depoimento dado durante o ato de condução coercitiva. Mas, não de novo ficamos com as falas “escolhidas” pelo acusador.
Ele afirmou que a nação tem o direito de saber tudo, ao justificar a sua decisão contestada por constitucionalistas. É verdade, temos o direito de saber. Porém é preciso que tenhamos toda a verdade e não apenas trechos escolhidos pelos acusadores os quais mesmo assim, segundo o próprio juiz de primeira instância não comprovam nenhum crime. A velha técnica de jogar no ventilador.
O Lula quis fugir da Justiça ao assumir como Ministro. Provavelmente este também tenha sido um dos motivos. Mas, seria fugir da Justiça ou do Juiz curitibano? Ora, como Ministro ele será investigado, acusado e julgado pelo Supremo Tribunal Federal. Um juiz seria mais confiável do que todos os membros da Suprema Corte? A lambança está pronta, o furdunço está nas ruas. As penas foram lançadas ao vento. E, nas últimas horas, assistimos um massacre contra o novo ministro da Casa Civil.
Prever o futuro? Impossível. O que se pode adiantar é que o Palácio do Planalto ameaça com processos aqueles que o caluniam, mas uma noite de repouso logo o faz desistir da intenção republicana. Parece que Dilma, a exemplo do próprio Lula que só começou a pouco tempo a entrar na Justiça exigindo que seus acusadores provem o que alardeiam nas capas de jornais revistas e noticiários em horário nobre, pois Dilma é totalmente avessa a exigir o mesmo.
Até ameaça, manda notas oficiais como a de ontem, mas no fim a montanha acaba parindo um rato. Enquanto a banda passa o povo, parte dele, aqui em Porto Alegre foram vinte e cinco mil pessoas ontem a noite que saíram às ruas para exigir a queda de Dilma e a prisão de Lula. Hoje teremos mais manifestações. Elas devem crescer pois o noticiário é caudaloso e repetitivo, divulgando os trechos mais sugestivos.
Em uma das falas Lula admite que está grampeado pela Polícia Federal e mesmo assim segundo a acusação teria ligado para muitos em busca de influenciar as investigações contra ele. Êta burrice do ex-presidente. Sem holofotes acusados e réus da Lava-Jato começam a julgar o impeachment da presidenta Dilma. Se o Palácio não decidir por um choque na área da comunicação com radicalismo democrático, a dona Dilma já pode ir arrumando as malas. E, o Lula vai voltar para as mãos do justiceiro paranaense. Será o fim da novela BB de Brasília. Acompanhemos pois o carnaval fora de época e com enredo golpista, pois ele está nas ruas! Ziriguidummm.
Esta coluna reflete a opinião de quem a assina e não do Jornal O Sul.
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