Sábado, 10 de outubro de 2026
Por Redação O Sul | 28 de junho de 2020
O novo ministro da Educação, Carlos Alberto Decotelli, admitiu, que pode revisar sua dissertação de mestrado acusada de plágio.
Ele reconheceu ainda que não defendeu sua tese de doutorado na Argentina — outra controvérsia em seu currículo — porque o texto foi rejeitado pela banca examinadora.
A dissertação acusada de plágio foi apresentada em 2008 por Decotelli, como conclusão de um curso de mestrado em Administração na Fundação Getúlio Vargas (FGV). O trabalho continha trechos inteiros de um relatório feito em 2007 pela Comissão de Valores Mobiliários (CVM), sem citação bibliográfica.
Em nota divulgada pelo MEC, Decotelli afirmou que “falhas técnicas ou metodológicas” podem ter resultado em “omissões”, mas negou a intenção de cometer fraudes.
“O ministro refuta as alegações de dolo, informa que o trabalho foi aprovado pela instituição de ensino e que procurou creditar todos os pesquisadores e autores que serviram de referência e cujo conhecimento contribuiu sobremaneira para enriquecer seu trabalho. O ministro destaca que, caso tenha cometido quaisquer omissões, estas se deveram a falhas técnicas ou metodológicas. Informa também que, ainda assim, por respeito ao direito intelectual dos autores e pesquisadores citados, revisará seu trabalho e que, caso sejam identificadas omissões, procurará viabilizar junto à FGV uma solução para promover as devidas correções”, diz a nota do MEC.
O comunicado também trata do doutorado de Decotelli cursado na Universidade Nacional de Rosario, na Argentina. A obtenção do título foi contestada pelo reitor da instituição, Franco Bartolacci.
Na nota, o ministro revela que não apresentou sua tese porque a defesa do trabalho não foi autorizada pela banca examinadora. Diante da negativa, decidiu retornar ao Brasil sem reapresentar o trabalho com os ajustes exigidos por falta de recursos financeiros para continuar no país vizinho.
“Ao final do curso, apresentou uma tese de doutorado que, após avaliação preliminar pela banca designada, não teve sua defesa autorizada. Seria necessário, então, alterar a tese e submetê-la novamente à banca. Contudo, fruto de compromissos no Brasil e, principalmente, do esgotamento dos recursos financeiros pessoais, o ministro viu-se compelido a tomar a difícil decisão de regressar ao país sem o título de Doutor em Administração”, diz a nota.
O MEC também informou que o pós-doutorado realizado na Bergische Universitat Wuppertal, na Alemanha, foi concluído em 2017. A pasta informou que o ministro recebeu um registro de que a pesquisa foi realizada.
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