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Notícias O olfato perdido por quem tem coronavírus costuma retornar naturalmente em cerca de um mês

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(Foto: Reprodução)

A perda total ou parcial do olfato é um sintoma da Covid-19. O presidente da Academia Brasileira de Rinologia, Fabrizio Ricci Romano, conta que a entidade está realizando um estudo sobre quem teve esse sintoma com todos os otorrinos do país e os resultados preliminares mostram que o paciente que perdeu o olfato começa apresentar sinais de melhora num período de duas a três semanas.

A recuperação completa costuma ocorrer em cerca de um mês, mas esse tempo pode variar. “Tem casos que são mais rápidos. Tem um paciente que atendi que em dez dias estava com o olfato perfeito. Há outros casos em que permanece por mais tempo”, diz o médico, acrescentando que não há medicamentos ou formas de estimular a recuperação.

Para não haver prejuízos nesse processo, Romano recomenda que o cigarro seja evitado, assim como a inalação de qualquer tipo de droga.

Caso a recuperação não ocorra num período de três meses, o paciente deve ser encaminhado para um treinamento olfativo, que funciona como uma fisioterapia para recuperar esse sentido e costuma ser feita ao longo de meses. O médico acrescenta que essa estimulação não tem efetividade se feita logo após a alta, por isso, a orientação é deixar que o olfato volte naturalmente.

Pele

Paulo Criado, dermatologista e coordenador do departamento de Medicina Interna da Sociedade Brasileira de Dermatologia, explica que a pele não é uma via de transmissão do novo coronavírus.

O vírus entra pelas mucosas da via respiratória -nariz e boca- ou pelos olhos, por isso deve ser redobrado o cuidado com uma pessoa que está infectada, mesmo que assintomática, pois ela pode transmitir esse vírus pela saliva ou pelo espirro.

Criado ressalta que os estudos feitos até o momento não identificaram diferença na carga viral de uma pessoa assintomática em relação a um paciente com quadro grave, por isso o contato íntimo com esses pacientes também deve ser evitado.

O dermatologista afirma que mesmo sem desenvolver os sintomas a pessoa pode ter coçado o nariz, colocado a mão na boca ou até mesmo tossido, e aí nesse contato da mão do infectado com a mão da outra pessoa existe a possibilidade de contágio.

“O principal problema com as mãos é ao tocar superfícies que são de uso comum, como maçanetas, barras de transporte público, botões de elevador, mesas e bancadas, e aí então se contaminar através de partículas de secreções expelidas por uma pessoa que estava contaminada”, completa.

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