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Mundo O Paraguai anunciou o adiamento da suspensão de aulas presenciais até dezembro

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Presidente paraguaio Mario Abdo durante pronunciamento. (Foto: Governo do Paraguai/Divulgação)

As aulas presenciais em todos os estabelecimentos de ensino do Paraguai ficarão suspensas até dezembro, como medida preventiva pela pandemia da Covid-19, anunciou o presidente Mario Abdo Benítez, nesta segunda-feira (27).

“Sabemos que é uma decisão sem precedentes. Peço a colaboração de pais, mães e professores”, declarou Benítez à imprensa.”Uma capacidade diferente será construída, usando a tecnologia”, acrescentou Abdo, ressaltando que as autoridades educacionais vão trabalhar no desenvolvimento de aulas virtuais.

O Paraguai começará a abandonar a quarentena obrigatória, gradualmente, a partir de 4 de maio. Até o momento, estão autorizados a funcionar apenas supermercados, farmácias, bancos e empresas financeiras. O confinamento atual está em vigor desde 10 de março, data em que a atividade escolar também foi suspensa.

O ministro da Saúde, Julio Mazzoleni, disse que a retomada do trabalho exigirá que as empresas cumpram medidas como uso de máscaras, controle de temperatura e turnos rotativos: “As fronteiras continuarão fechadas, as aulas serão dadas remotamente e escritórios não essenciais continuarão a dar preferência ao trabalho remoto. Eventos públicos em massa continuarão suspensos”.

“A abertura dos comércios será controlada e exigirá a mesma responsabilidade adotada durante a quarentena rígida”, destacou o presidente.

Com uma população de pouco mais de 7 milhões de habitantes, o país sul-americano registrou, até domingo, 228 casos de Covid-19, nove óbitos e 93 pacientes recuperados da doença. Com isso, está entre os menos afetados da região.

Segundo o governo, os menores não são um grupo particularmente vulnerável ao coronavírus, mas o volume de pessoas que circulam nas comunidades educacionais é um fator de disseminação.

O ministro da Saúde, Julio Mazzoleni, apontou ainda a proximidade do inverno, época em que a circulação de vírus respiratórios que geram estresse no sistema de saúde é normalmente registrada.”Isso envolverá aumento de risco no contexto da epidemia”, enfatizou.

“Apesar de ser um grupo teoricamente menos vulnerável, as crianças ainda podem ser infectadas, e isso é um risco, especialmente para aqueles que têm uma doença prévia”, explicou. As informações são da agência de notícias AFP.

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