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Eleições 2026 O partido de Bolsonaro passou de 98 deputados em 2022 para 121 em 2026, alcançando 23,6% das cadeiras da Câmara. No Senado, o salto foi ainda maior: de 12 para 28 senadores

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Mas tamanho de bancada não é sinônimo de capacidade de governar. (Foto: Leonardo Sá/Agência Senado)

O crescimento expressivo do Partido Liberal (PL) na Câmara e, sobretudo, no Senado produziu uma conclusão quase automática depois das eleições: se Flávio Bolsonaro vencer o segundo turno, encontrará um Congresso amplamente favorável e terá grande facilidade para governar, inclusive para aprovar agendas mais radicais e de confronto com outros Poderes, especialmente o STF.

Os números ajudam a explicar essa percepção. O PL passou de 98 deputados em 2022 para 121 em 2026, alcançando 23,6% das cadeiras da Câmara. No Senado, o salto foi ainda maior: de 12 para 28 senadores.

Mas tamanho de bancada não é sinônimo de capacidade de governar. A fragmentação partidária diminuiu: o número de siglas representadas na Câmara caiu para 20 e o número efetivo de partidos recuou 8,83. Ainda assim, o Brasil continua sendo inequivocamente um presidencialismo multipartidário.

O maior partido controla menos de um quarto da Câmara. Uma maioria absoluta exige 257 deputados; uma emenda constitucional, 308. Portanto, caso seja eleito, Flávio terá de fazer aquilo que praticamente todos os presidentes brasileiros precisam fazer: montar e gerenciar uma coalizão multipartidária.

Poderá repetir a estratégia adotada por seu pai no início do mandato, apostando numa relação plebiscitária com os eleitores e mantendo distância dos partidos. Ou poderá construir uma coalizão mais ampla, incorporando legendas não bolsonaristas, muitas delas mais pragmáticas do que programáticas.

Elas apresentam a distribuição ideológica dos partidos na Câmara eleita em 2022 e naquela que tomará posse em 2027. Em 2022, a média ideológica da Câmara, ponderada pelo tamanho das bancadas, era 6,86 numa escala de esquerda a direita. Em 2026, passa para 6,94 — uma alteração pequena. A mediana, entretanto, desloca-se mais: sai da posição ocupada por PROS e Podemos, em 7,68, para PP e PRD, em 8,4. (Carlos Pereira/ Estadão Conteúdo)

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