Sexta-feira, 12 de junho de 2026
Por Redação O Sul | 1 de janeiro de 2021
Os preços do petróleo caíram mais de 20% em 2020, devido à pandemia de coronavírus, que prejudicou o consumo mundial, apesar da recuperação dos preços no final do ano. Na última quinta-feira (31), último pregão do ano, o Brent, o índice de referência europeu, subiu US$ 0,33%, cotado a US$ 51,80 o barril, enquanto o tipo West Texas Intermediate (WTI), dos Estados Unidos, ganhou 0,25%, fechando a US$ 48,52.
No ano, o tipo Brent recuou 21,5%, enquanto o WTI perdeu 20,5%.
É a pior queda da commoditty desde 2015, apesar de em 2018 o preço do petróleo já ter caído 19,8%.
No início do ano, os investidores estavam preocupados com as tensões geopolíticas no Oriente Médio, que ameaçavam interromper a produção e disparar os preços. Após a morte em Bagdá do general iraniano Qassem Soleimani em um ataque dos Estados Unidos e o lançamento de um míssil iraniano como retaliação, o Brent havia disparado para US$ 71,75.
Mas, aos poucos, a epidemia de coronavírus na China se transformou em uma pandemia. A queda até então gradual dos preços se acelerou no dia 6 de março, quando teve início um conflito na OPEP +, que reúne a Organização dos Países Exportadores de Petróleo (OPEP) e seus aliados, incluindo a Rússia.
Os dois pesos pesados da aliança, Rússia e Arábia Saudita, segundo e terceiro produtores mundiais, respectivamente, travaram uma breve, mas intensa guerra de preços que levou a uma queda vertiginosa dos preços.
No dia 20 de abril, pela primeira vez na História, o WTI, índice americano, ficou negativo.
O valor de referência dos Estados Unidos caiu para US$ 40,32 e os investidores se viram obrigados a pagar para se desfazer de seus barris, paralisados pela ausência de compradores e pela incapacidade de recebê-los e armazená-los.
Enquanto isso, o Brent atingiu seu nível mais baixo do ano dois dias depois, a US$ 15,98 o barril, um preço que não era visto há mais de vinte anos.
Desde então, os preços se recuperaram, embora não tenham voltado ao nível pré-pandêmico.
Desde o início de novembro, os anúncios sucessivos sobre as vacinas contra o coronavírus levaram os investidores a comprar petróleo, confiantes de uma recuperação da demanda no futuro.
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