Quinta-feira, 01 de outubro de 2026
Por Redação O Sul | 24 de setembro de 2018
O presidenciável Geraldo Alckmin (PSDB) afirmou nesta segunda-feira (24), em caminhada pela Tijuca, na Zona Norte do Rio de Janeiro, que o inquérito aberto pelo MPSP (Ministério Público do Estado de São Paulo) para investigá-lo não tem nenhuma procedência.
“Aliás, é sempre estranho a 14 dias da eleição abrir inquérito. Coisa sem menor sentido, não tem nenhum parente meu com terra naquela área”, disse.
O inquérito foi instaurado nesta segunda após o jornal Folha de S.Paulo mostrar que desapropriações de terrenos no governo de Alckmin em São Paulo beneficiaram familiares do tucano.
As medidas, editadas em 2013 e 2014, mencionam como proprietários Othon Cesar Ribeiro, sobrinho do tucano, e Juliana Fachada Cesar Ribeiro, hoje sua ex-mulher e mãe de seus quatro filhos, para a construção de uma rodovia em São Roque, a 70 km da capital paulista. Os decretos resultaram em ações judiciais de desapropriação.
Othon é filho de Adhemar Ribeiro (irmão de Lu), cunhado de Alckmin citado em delações como arrecadador de caixa dois para campanhas do tucano.
Além de aparecer nos decretos, o sobrinho é parte em um dos processos de desapropriação na Justiça que começou a tramitar em 2014.
Ele chegou a se apresentar em juízo ao lado da então mulher para tratar do assunto. Depois, em 2015, entrou com um pedido para ser retirado, alegando ser parte ilegítima pelo fato, segundo ele, de Juliana ser a proprietária e por eles serem, na época, casados no regime de separação total de bens. O juiz não o excluiu.
O promotor do MPSP Marcelo Milani pediu a abertura da investigação e deu um prazo de 20 dias para que Alckmin, o sobrinho e a concessionária se manifestem sobre as acusações.
PT
Geraldo Alckmin disse nesta segunda que o presidenciável Jair Bolsonaro (PSL) “não dá conta de derrotar o PT, nem dá conta do governo”. Ele comentou as últimas pesquisas de intenção de voto numa agenda de campanha no Mercadão de Madureira, área de comércio popular da Zona Norte do Rio.
“Mais da metade da população não quer esses extremismos. A racionalidade vai caminhar. De um lado tem a volta do PT, que é muito ruim; de outro, uma parte da população que é bem intencionada mas acha que para vencer o PT é o Bolsonaro. E não é. Ele não dá conta de derrotar o PT, essa é a realidade, nem dá conta do governo. Eu não vou ser pau mandado de banqueiro, para ter a CPMF, reduzir imposto de renda de rico.”
Alckmin disse que vai trabalhar essas duas últimas semanas antes da eleição para conquistar o voto de quem rejeita tanto o candidato Fernando Haddad e o PT quanto Bolsonaro. “É esse eleitor que vamos buscar. O que vale é a última onda”, afirmou o tucano.
Ele não quis dar declarações sobre o manifesto preparado pela campanha de Bolsonaro para apresentá-lo como um candidato menos radical. Alckmin disse desconhecer informações sobre uma possível aliança entre João Doria e Bolsonaro, ao ser questionado por jornalistas sobre o assunto. “Tem muita fake news. Estive ontem [sábado] com João Doria num grande ato em São Paulo.”
Ele também falou sobre a situação fiscal do País. “Quem ganhar não vai ser convidado para um banquete. Não será uma tarefa fácil. Estabelecemos até dois anos para zerar o déficit fiscal”, declarou, ao ser confrontando com a declaração do candidato do PDT, Ciro Gomes, que visitou Madureira na manhã desta segunda e afirmou que será possível fazer o Brasil crescer 5% em 2020. O tucano caminhou pelo Mercadão e cumprimentou comerciantes e clientes.
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