Quarta-feira, 30 de setembro de 2026
Por Redação O Sul | 19 de junho de 2016
O presidente afastado da Câmara dos Deputados Eduardo Cunha (PMDB-RJ), acusado de corrupção e lavagem de dinheiro, retirado do cargo em maio sob a alegação de que age para atrapalhar as investigações de que é alvo, costumava se mostrar imperturbável diante de acusações. Mas, depois que o Conselho de Ética da Casa votou pela aprovação do relatório que pediu a cassação de seu mandato, as coisas mudaram um pouco.
Nos últimos dias, ele recorreu intensamente às redes sociais para negar seus planos para o futuro. “Agora, além de dizer que não vou renunciar, tenho que dizer que não vou delatar”, disse. No entanto, já não rechaça de maneira enfática a tese de que poderia abdicar da presidência da Câmara para tentar salvar o mandato. Já as especulações sobre se tornar um delator o irritam. Tem dito que quem alimenta esse noticiário quer isolá-lo.
O clima que cerca o peemedebista, atualmente, evidencia que ele está longe do que foi seu auge. Às vésperas da votação do pedido de impeachment de Dilma Rousseff, em abril, a antessala de seu gabinete tinha ao menos 20 deputados. Hoje, aliados escolhem horários insólitos para visitá-lo e muitos pedem para usar as entradas alternativas da residência oficial, as mesmas que Cunha utiliza para entrar e sair sem ser visto ou filmado.
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