Terça-feira, 13 de outubro de 2026
Por Redação O Sul | 12 de maio de 2018
O presidente da Câmara, deputado Rodrigo Maia (DEM-RJ), discordou na sexta-feira (11), da proposta de suspender a intervenção federal na segurança pública do Rio para que o Congresso Nacional possa votar a reforma da Previdência ainda neste ano, logo após as eleições.
Pré-candidato à sucessão no Palácio do Planalto, Maia criticou a ideia do presidente Michel Temer. A avaliação do presidente da Câmara é de que a medida provocaria “insegurança” no andamento da intervenção. “Acho que o presidente está tratando de muitas variáveis que não controla”, disse Maia. “Ele não controla o nome do novo presidente, não controla a agenda de campanha nem a da Câmara e do Senado”, afirmou.
Mesmo com críticas à intervenção, Maia afirmou que a ação federal no Estado é necessária e está com o cronograma atrasado porque falta aprovar um projeto de crédito para a estrutura administrativa sair do papel. “Isso significa que o interventor (general Braga Netto) não conseguiu ainda nem usar aquele R$ 1,2 bilhão liberado para o Rio”, comentou.
“É preciso primeiro resolver isso para depois votar a reforma da Previdência. Uma coisa de cada vez.” Por se tratar de uma PEC (proposta de emenda à Constituição), as mudanças na aposentadoria só podem ser votadas se a intervenção for revogada.
Agenda política
Na temporada de pré-candidatos com passagens em Manaus para o lançamento de seus nomes à vaga de presidente da República, o Democratas trouxe na sexta-feira à capital o presidente da Câmara dos Deputados, Rodrigo Maia para cumprir uma agenda dividida entre os debates sobre a Zona Franca, em reunião na Fieam (Federação das Indústrias do Estado do Amazonas, e conversas com os caciques políticos locais.
Dos oito parlamentares que formam a bancado do Amazonas no Congresso Nacional, cinco estiveram acompanhando o candidato do DEM, entre eles o senador Omar Aziz (PSD) e o deputado federal Pauderney Avelino da mesma legenda de Maia.
O presidenciável foi cobrado pela diretoria da Federação das Indústrias do Estado do Amazonas sobre os projetos que tramitam em Brasília e podem trazer vantagens comparativas ao modelo econômico do PIM (Pólo Industrial de Manaus).
Com a palavra, Rodrigo Maia confirmou, aos empresários, que é preciso reinventar o Brasil e incentivar projetos que dão certo, como a Zona Franca de Manaus. “Defendo esse modelo por se tratar de um bom exemplo, de um capital dado, e que deu certo”, assegurou o deputado ao assumir o compromisso de levar ao Congresso os pleitos dos empresários com negócios no Amazonas.
Maia também criticou os excessivos gastos da máquina pública com pessoal em prejuízo aos incentivos e atração de capital estrangeiro para a promoção da indústria brasileira. O deputado falou em “coragem para enfrentar” ao se referir aos altos salários de servidores públicos, federais e estaduais, que chegam a ser de 30% a 67% maiores do que os ganhos pagos pela iniciativa privada.
“Não que o servidor não mereça, ele fez concurso, mas não há condições de se arcar com esse peso. Ou vamos ter a coragem de reorganizar isso e enfrentar esses problemas ou nós vamos, amanhã, ter cada vez menos recursos para investimentos”, ponderou.
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