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Mundo O presidente da França convida o presidente eleito da Argentina para ir a seu país e propõe aprofundar cooperação

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Presidente eleito do país disse ser "um defensor" do fim da criminalização do aborto e garantiu que enviará um projeto sobre o tema assim que assumir o governo. (Foto: Reprodução/Twitter/@alferdez)

Depois de ter sido parabenizado por quase todos os presidentes da região, recebido um telefonema do americano Donald Trump e realizado sua primeira viagem internacional ao México, o presidente eleito da Argentina, o peronista Alberto Fernández, foi convidado pelo chefe de Estado da França, Emmanuel Macron, para ir ao país. As informações são do jornal O Globo.

Em resposta à decisão de Fernández de pedir publicamente a libertação do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, o presidente brasileiro, Jair Bolsonaro, não parabenizou o futuro presidente argentino e já confirmou que não estará presente em sua posse, no próximo dia 10 de dezembro.

Em carta enviada a Fernández, o presidente francês disse esperar que ambos os governos possam “trabalhar juntos” para aprofundar a cooperação bilateral. Macron referiu-se especificamente a questões relacionadas ao clima e meio ambiente e propôs ao futuro presidente argentino “unir esforços para estar à altura das exigências impostas pelos desafios globais”.

As duas questões foram as que geraram um estremecimento no vínculo entre Brasil e França, recentemente. Em paralelo à Assembleia Geral das Nações Unidas, em Nova York, em setembro passado, Macron organizou um evento para discutir a situação da Amazônia, do qual o governo brasileiro decidiu não participar. Já governadores de estados afetados pelas queimadas estiveram presentes.

Corte de cabelo

Em meio à crise pelos incêndios, Macron foi o anfitrião de um encontro do G-7 em Biarritz durante o qual foi filmado questionando a atitude do presidente Bolsonaro. Na época, o presidente francês contou ao chileno Sebastián Piñera, convidado especial, que Bolsonaro não recebeu seu chanceler em Brasília porque preferiu ir cortar o cabelo. “Essa não é a atitude de um presidente”, frisou o chefe de Estado francês. A lista de atritos entre os dois países incluiu, ainda, declarações machistas do presidente brasileiro sobre a primeira-dama francesa, Brigitte Macron.

O presidente da França disse a Fernández que ambos compartilham a defesa da democracia, os direitos humanos e o multilateralismo. “Sua visita será uma oportunidade para destacar a riqueza que existe na proximidade entre nossas nações”, assegurou Macron.

O presidente eleito da Argentina está avaliando fazer uma visita ao Chile e, por enquanto, descartou outras viagens antes de assumir o poder.

 

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