Quarta-feira, 30 de setembro de 2026
Por Redação O Sul | 30 de janeiro de 2018
O presidente da Rússia, Vladimir Putin, deu uma resposta irônica à lista publicada pelo governo norte-americano na qual estão 210 funcionários e empresários considerados próximos ao chefe de Estado e que podem ser alvos de sanções por suposta interferência nas eleições presidenciais norte-americanas. O governante russo se disse “ofendido” por não estar entre os citados. Ele considerou a publicação como um “ato hostil”.
“É, de fato, um ato não amigável. Complica as relações entre a Rússia e os Estados Unidos, e prejudica o conjunto das relações diplomáticas”, declarou durante uma coletiva de imprensa com dirigentes de seu comitê eleitoral para as eleições presidenciais de março.
O presidente russo acrescentou não querer agravar a situação com essa resposta e considerou que seria “estúpido reduzir nossas relações a nada”. “Esperávamos por esta lista. Estávamos prontos para tomar medidas em resposta, bastante sérias, que reduziriam nossas relações a zero. Por enquanto vamos nos abster de tomar essas medidas”, considerou Putin.
O Departamento de Tesouro dos Estados Unidos publicou nessa terça-feira uma lista de funcionários e empresários russos considerados próximos ao presidente russo, que poderiam ser sancionados por suposta interferência durante as eleições presidenciais americanas, ocorridas em 2016.
Na opinião do chefe de governo russo, “os que fazem isso agem dentro do contexto de suas questões políticas internas, atacam o presidente eleito” Donald Trump, que, por sua vez, é acusado por opositores de ter contado com o apoio de Moscou durante o processo eleitoral americano.
“Vamos trabalhar juntos ou não? Vocês querem ou não? Nós não precisamos”, questionou também o presidente russo a respeito da real disposição de Washington em cooperar com a Rússia na luta contra o terrorismo.
Na lista de 210 nomes, 114 são funcionários e 96 são empresários supostamente ligados ao governo russo, como o primeiro-ministro Medvedev e o chanceler Serguei Lavrov.
Defesa dos muçulmanos
O líder checheno Ramzan Kadyrov afirmou que o presidente russo Vladimir Putin se manteve fiel à sua promessa de apoiar os muçulmanos na Rússia e em todo o mundo, acrescentando que políticas ocidentais só trouxeram guerra e destruição às nações islâmicas.
Em uma nova mensagem publicada na rede social Telegram, Kadyrov agradeceu a Putin por seu apoio aos muçulmanos chechenos. Ele escreveu que Putin estava cumprindo sua promessa de proteger a liberdade religiosa e a igualdade para todas as grandes confissões na Rússia.
Além disso, Kadyrov disse que essas políticas eram uma prova adicional de que a Federação Russa é um parceiro confiável para todas as nações muçulmanas.
A promessa mencionada por Kadyrov foi feita por Putin em 2005, quando o presidente russo concedeu um discurso perante o Parlamento checheno. Naquela ocasião, Putin prometeu apoio aos muçulmanos tradicionais na Rússia e em todo o mundo, dizendo que a Rússia continuaria sendo um parceiro confiável para os países muçulmanos.
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