Segunda-feira, 05 de outubro de 2026
Por Redação O Sul | 30 de abril de 2019
O presidente venezuelano Nicolás Maduro fez em uma rede social sua primeira manifestação sobre a mobilização liderada pelo presidente autoproclamado Juan Guaidó para derrubá-lo, iniciada na manhã desta terça-feira (30). Maduro disse ter a lealdade de militares e convocou uma mobilização social. Em Caracas, manifestantes entram em confronto com as forças de segurança.
“Nervos de Aço! Conversei com os comandantes de todas as REDI e ZODI do país, que me manifestaram sua total lealdade ao povo, à Constituição e à Pátria. Convoco a máxima mobilização popular para assegurar a vitória da paz. Venceremos!” , afirmou Maduro em uma rede social.
Redi e Zodi são as siglas para Regiões de Defesa Integral e Zonas de Defesa Integral, respectivamente.
O ministro da defesa, Vladimir Padrino López, se pronunciou na TV e disse que “este ato de violência foi derrotado. Quase todo esse grupo de uniformizados com armas deixou o distribuidor e foi para a praça Altamira, repetindo 2002″(naquele ano houve um golpe que derrubou Hugo Chávez temporariamente). Ele terminou o pronunciamento dizendo “Chávez vive!”
“Operação Liberdade”
Guaidó convocou a população às ruas e declarou ter apoio de militares para pôr fim ao que ele chama de “usurpação” na Venezuela. “Povo da Venezuela, começou o fim da usurpação. Neste momento, me encontro com as principais unidades militares da nossa Força Armada, dando início à fase final da Operação Liberdade”, disse em uma rede social.
Ele fez uma pronunciamento diante de manifestantes. “Hoje, já sabemos que todos os venezuelanos estão a favor da mudança e sabemos que o povo, incluindo as Forças Armadas, estão a favor da Constituição. Os soldados em Caracas e em todo o país estão do lado da Constituição e contra a ditadura”, afirmou.
“O golpe de estado é de quem usa os militares para atacar o nosso povo. Os militares existem para defender o povo. O nosso protesto é e será pacífico”, disse Guaidó. Mais cedo, em um vídeo, Guaidó apareceu ao lado de Leopoldo López, um outro opositor, que cumpria prisão domiciliar imposta sob o regime de Maduro. Segundo Guaidó, o governo autoproclamado [de oposição a Maduro] libertou López, que seguiu para as ruas.
“Este é o momento, a convenção é mundial, acabem com a usurpação, todos saiam às ruas”, afirmou López. Inicialmente, Guaidó e outros oposicionistas se concentraram perto da base aérea militar conhecida como La Carlota. A base fica na região leste de Caracas, a cerca de 13 quilômetros do Palácio Miraflores, sede do governo. Em 2002, o local foi declarado zona de segurança militar. Os voos para lá estão proibidos desde 2014, de acordo com o jornal colombiano El Mundo.
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