Quinta-feira, 14 de maio de 2026
Por Redação O Sul | 14 de fevereiro de 2016
O presidente de honra do PTB, Roberto Jefferson, que denunciou o mensalão e teve o mandato de deputado federal cassado em setembro de 2005, confirmou que negociou, no mesmo ano, com o então ministro da Casa Civil, José Dirceu, o pagamento de 1 milhão de reais por mês ao PTB nacional com recursos que sairiam do esquema que envolvia empresas contratadas por Furnas Centrais Elétricas. Em troca, o partido abriria mão de indicar o diretor de Engenharia da estatal e o cargo continuaria ocupado por Dimas Toledo, nomeado no governo Fernando Henrique Cardoso.
Segundo Jefferson, o então presidente Luiz Inácio Lula da Silva reclamava da proximidade entre Dimas e o então governador de Minas Gerais, Aécio Neves (PSDB), e decidira tirá-lo da estatal. Jefferson disse ter sido informado por Dirceu que 3 milhões de reais mensais do esquema de Furnas eram distribuídos entre partidos, políticos e executivos da estatal. Então, foi feito um acordo com o ex-ministro para que o PTB nacional passasse a receber 1 milhão de reais antes destinados ao PT. “Eu disse ‘para mim está bom, sem briga, está fechado’. Dimas foi lá em casa, fechou esse acordo comigo”, disse Jefferson.
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