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Mundo O presidente do Chile anuncia que vem à posse de Bolsonaro

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Os parlamentares conseguiram reunir os 78 votos necessários para que a acusação que busca o impeachment do presidente do Chile avance ao Senado. (Foto: Governo do Chile)

O presidente do Chile, Sebastián Piñera, anunciou nesta segunda-feira que comparecerá, em 1º de janeiro, à posse de Jair Bolsonaro como novo presidente do Brasil. O sul-americano foi o primeiro líder internacional a confirmar presença oficialmente.

Em Santiago, Piñera também confirmou a jornalistas que o Chile será o primeiro país a ser visitado pelo novo presidente do Brasil.

O governante telefonou para Bolsonaro nesta segunda para reiterar os cumprimentos pela vitória de domingo no segundo turno das eleições e o convite para que ele visite o Chile, feito primeiramente pelas redes sociais.

O chileno também propôs a Bolsonaro que trabalhem unidos, “com vontade, força e visão de futuro a favor do bem-estar de nossos povos e da integração”.

Na conversa de cinco minutos por telefone, foram abordados temas como o chamado Corredor Bioceânico e o tratado de livre comércio assinado há poucos dias pelos dois países.

O Corredor é um projeto de ligação por meio de ferrovias e rodovias dos países do Mercosul e o Chile, destinado a incrementar as comunicações entre os países da região.

“Eu o parabenizei por um ato democrático da sociedade brasileira que foi impecável, pela grande vitória nas eleições e também conversamos sobre temas que interessam aos dois países, e ele confirmou que visitará o Chile”, ressaltou Piñera.

Em Brasília, mais cedo, o deputado federal Onyx Lorenzoni (DEM-RS), cotado para ser ministro da Casa Civil, também disse que o Chile será o primeiro país visitado por Bolsonaro depois da posse do capitão.

O chileno foi enfático em seu apoio a Bolsonaro durante a campanha eleitoral. A proximidade entre Paulo Guedes, futuro ministro da Fazenda do governo do capitão, e Piñera também auxiliou nos contatos. O presidente chileno e Guedes estudaram juntos nos Estados Unidos.

A decisão de Bolsonaro de escolher o Chile como o primeiro destino de seu governo contraria a tradição brasileira, já que os últimos presidentes eleitos escolheram a Argentina, país com o qual o Brasil está ligado pelo Mercosul e com o qual mantém intensa vinculação produtiva, como primeiro destino internacional.

A aposta no Chile foi confirmada na segunda-feira à rede de televisão chilena 24 horas. “Depois de se recuperar da cirurgia, o presidente Bolsonaro vai primeiro para o Chile, depois aos Estados Unidos”, afirmou. “Este é um compromisso que o presidente (Bolsonaro) assumiu com o presidente (Sebastián) Piñera”, acrescentou Lorenzoni, referindo-se ao chefe de governo chileno, de linha conservadora.

A data dessa viagem ainda não foi definida. O anúncio deu-se depois de o governo de Piñera ter admitido seu contato com a equipe de Bolsonaro antes do segundo turno, no domingo. De acordo com o presidente chileno, os dois tiveram “uma longa, franca e muito útil conversa” por telefone.

“Claro que ele me confirmou que visitaria o Chile. Acredito que sua primeira viagem fora do Brasil será ao Chile e, depois, provavelmente aos Estados Unidos”, afirmou Piñera, consultado por jornalistas chilenos.

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