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Brasil O presidente do INSS antecipou a sua saída do cargo para evitar um desgaste eleitoral pois pretende disputar uma vaga de deputado federal

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O presidente do INSS será o primeiro integrante da equipe econômica do presidente Michel Temer a deixar o governo por causa das eleições do próximo ano. (Foto: Banco de Dados/O Sul)

Temendo desgaste eleitoral com a reforma da Previdência, o presidente do INSS (Instituto Nacional do Seguro Social), Leonardo Gadelha, decidiu antecipar sua saída do governo. O executivo deve ser exonerado do cargo, a pedido, nesta quarta-feira (29). No lugar dele, deve ser nomeado Francisco Paulo Soares Lopes, atualmente assessor da Presidência da Dataprev, empresa pública vinculada à Secretaria de Previdência Social.

Gadelha já tinha dito a aliados que deixaria o cargo para disputar uma vaga de deputado federal nas eleições de 2018. Pela legislação, ele só precisaria deixar o posto em abril. No entanto, decidiu antecipar a saída para, segundo ele, evitar desgaste com a reforma da Previdência. Ele tinha sido nomeado em julho de 2016, por indicação do líder do governo no Congresso, deputado André Moura (PSC-SE), também responsável por indicar Lopes.

O presidente do INSS será o primeiro integrante da equipe econômica do presidente Michel Temer a deixar o governo por causa das eleições do próximo ano. Além dele, o ministro da Fazenda, Henrique Meirelles, e o presidente do BNDES (Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social), Paulo Rabello de Castro, têm interesse em disputar a Presidência da República em 2018.

Preocupação

Na área técnica do governo, há uma preocupação de que as negociações políticas de autoridades da área econômica para candidaturas em 2018 atrapalhem a votação das medidas econômicas para garantir o Orçamento da União de 2018 e as reformas, principalmente a da Previdência, principal aposta do governo. Ou pior: que haja flexibilização das propostas de olho em apoio futuro nas eleições.

O temor também é de que o pacote vire alvo de políticos, inclusive da base, principalmente num cenário de maior crescimento e retomada do emprego, esperados pela equipe econômica e por analistas para o segundo semestre do ano que vem.

Natural de Brasília (DF), Gadelha tem 42 anos, é pós-graduado em administração de empresas pela Universidade da Califórnia, em Berkeley (EUA) e em gestão financeira pela Fundação Getulio Vargas. O brasiliense ainda é mestre em Gestão pela UnB (Universidade de Brasília).

Leonardo Gadelha é filiado ao PSC (Partido Social Cristão) desde 2009. Foi eleito deputado estadual em João Pessoa (PB) e trabalhou pelo Estado entre 2007 a 2011. Na Legislatura 2011-2015, assumiu como suplente o mandato de deputado federal. Em 2014, tornou-se consultor legislativo do Senado Federal.

Gadelha assumiu a presidência do INSS no lugar de Elisete Berchiol da Silva Iwai, que estava no comando da casa desde janeiro de 2015.

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