No domingo (10), tropas que respondiam a Ibarrola permitiram sob pressão que Carlos Acevedo, prefeito da cidade de Pedro Juan Caballero, atravessasse a fronteira e chegasse à cidade vizinha de Ponta Porã (MS).
Em um vídeo que viralizou pelas redes sociais, Acevedo pressiona os oficiais, apresentando-se como uma autoridade e ostentando os cargos dos seus irmãos: Robert e Ronald Acevedo, governador e senador do departamento de Amambay, respectivamente.
O prefeito entrou no Brasil pela manhã e voltou à tarde, com a esposa de nacionalidade brasileira e o filho de três meses, supostamente para visitar a sogra no Dia das Mães.
Ao retornar, o Ministério Público pediu a captura de Acevedo por violar a lei de quarentena em andamento no país. Ele foi submetido a um isolamento doméstico por 14 dias por ordem do Ministério da Saúde.
Após o fechamento das fronteiras, cerca de 3 mil cidadãos repatriados do exterior entraram no Paraguai, a maioria deles do Brasil, e foram forçados a realizar quarentena de saúde em abrigos.
Do total de 724 casos positivos registrados em todo o Paraguai, cerca de 80% são importados do Brasil, especificamente de São Paulo, onde muitos paraguaios ficaram desempregados com a pandemia, informou a autoridade à frente da Direção de Vigilância em Saúde, Guillermo Sequera.
Abdo havia dito na sexta-feira (8) que, dada a situação que o Brasil vive hoje, não “passa pela cabeça dele abrir” a fronteira.
O presidente considerou que o Paraguai está contendo a pandemia, registrando um dos números mais baixos da região para mortes confirmadas pela doença e sem registros de mortes em maio, até o momento.
“Os casos positivos estão nos abrigos”, dos que retornaram, disse o presidente. “A boa notícia é que todos esses casos estão controlados.”


Os comentários estão desativados.