Sexta-feira, 09 de outubro de 2026

Porto Alegre

CADASTRE-SE E RECEBA NOSSA NEWSLETTER

Receba gratuitamente as principais notícias do dia no seu E-mail.
cadastre-se aqui

RECEBA NOSSA NEWSLETTER
GRATUITAMENTE

cadastre-se aqui

| O Presidente do Paraguai ordena investigação do caso Ronaldinho “caia quem cair”

Compartilhe esta notícia:

O presidente do Paraguai, Mario Abdo Benítez, nomeou um novo ministro da Saúde. (Foto: Antonio Cruz/Agência Brasil)

O presidente do Paraguai, Mario Abdo Benítez, deu entrevista a uma emissora de TV paraguaia, na noite desta segunda-feira, e contou que ordenou investigação a fundo do caso dos passaportes falsos de Ronaldinho Gaúcho e seu irmão Roberto de Assis. Segundo o presidente, ele disse a seu ministro do Interior, Euclides Acevedo: “caia quem cair, temos que saber a verdade”.

Abdo Benítez também falou que haverá uma auditoria no órgão público que emite os passaportes e as cédulas de identidade no Paraguai. O episódio provocou severa crise entre instituições governamentais, com troca de acusações sobre suas responsabilidades e possíveis crime cometidos por servidores. Já são quatro funcionários presos, três da Direção Nacional de Aviação Civil e Migração, detidos nesta terça-feira.

Nesta terça-feira, a defesa de Ronaldinho tentou mas não conseguiu reverter a prisão preventiva em domiciliar. O ex-jogador e seu irmão não estiveram presentes e continuarão detidos em penitenciária de segurança máxima em Assunção. O fiscal Osmar Legal afirmou que não se opõe à prisão domiciliar, uma vez que ela manteria os dois no país, o que ele considera fundamental para contribuição aos esclarecimentos.

Um dos responsáveis pelo convite a Ronaldinho, o empresário brasileiro Wilmondes de Souza Lira está detido desde a última quinta-feira, quando foi realizada a operação de busca pelos documentos falsos no hotel onde Ronaldinho e Assis estavam hospedados. Antes em uma prisão comum, ele foi levado para o mesmo local onde o ex-jogador está.

Pedido de prisão domiciliar negado

Ronaldinho Gaúcho e seu irmão Roberto de Assis, que estão presos desde sexta-feira, não conseguiram reverter a prisão preventiva em prisão domiciliar, após audiência na manhã desta terça-feira. Eles seguirão no Agrupación Especializada da Polícia Nacional, em Assunção. Apenas seus advogados estiveram na audiência com o juiz Gustavo Amarilla que alegou falta de documentos necessários sobre a propriedade proposta como garantia e o perigo de fuga. O magistrado lembrou ainda que para este tipo de crime, uso de documentação falsificada, a pena pode ser de pelo menos 5 anos de prisão.

A defesa, que conta com sete advogados, pedia a prisão domiciliar e ofereceu como fiança um imóvel no valor de U$ 800, em Lambaré, mesmo local onde cumpriria prisão domiciliar. O juiz atendeu à contra-argumentação do Ministério Público, que considerou o valor do imóvel baixo para impedir risco de fuga.

— Esse valor não é suficiente perto do que o senhor Ronaldinho faturou no último ano. Esse valor seria, pelos dois, muito baixo. Entendemos que não há garantias para conceder a domiciliar — afirmou promotor Marcelo Pecci. Em entrevista coletiva concedida nesta terça, o promotor Marcelo Pecci, do Ministério Público do Paraguai, contou que o MP já haviam se posicionado contra a mudança.

Enquanto isso, a empresária Dalia López, apontada como uma das responsáveis por trazer Ronaldinho ao Paraguai, ainda não se entregou à polícia, apesar da ordem de prisão emitida pelo Ministério Público no último sábado. A defesa de Dalia afirma que ela pretende se apresentar, mas negocia garantias.

Ronaldinho e Assis foram presos pelo uso de documentos falsos ao entrarem no país. Iinicialmente eles foram inocentados, mas viram o caso ter uma reviravolta na sexta-feira, quando tiveram a prisão preventiva solicitada. Eles haviam comprado bilhetes para deixar o Paraguai no sábado.

Compartilhe esta notícia:

Voltar Todas de |

Deixe seu comentário

Os comentários estão desativados.

Uma pesquisa inédita apresentada na PUC de Porto Alegre avalia os efeitos psicológicos do uso frequente de smartphones
Mortes pelo coronavírus já passam de quatro mil no mundo; 77% foram na China
Pode te interessar