Sexta-feira, 23 de outubro de 2026

Porto Alegre

CADASTRE-SE E RECEBA NOSSA NEWSLETTER

Receba gratuitamente as principais notícias do dia no seu E-mail.
cadastre-se aqui

RECEBA NOSSA NEWSLETTER
GRATUITAMENTE

cadastre-se aqui

Mundo O presidente dos Estados Unidos chegará à China em desvantagem comercial

Compartilhe esta notícia:

O lançamento do livro sobre bastidores da Casa Branca deve ocorrer na próxima terça. (Foto: Reprodução)

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, será recebido na próxima semana no Grande Palácio do Povo, em Pequim (China), com a coreografia usada pelos chineses para impressionar os visitantes, na qual há pouco espaço para o improviso. Soldados desfilarão em sintonia milimétrica ao som de hinos militares e o chá será servido por mulheres que se movem de maneira sincronizada. Mas é pouco provável que o presidente norte-americano obtenha de Xi Jinping concessões significativas na área econômica, na avaliação de analistas ouvidos pelo jornal Estado de S. Paulo.

A China foi um dos principais alvos de Trump na campanha eleitoral. Em seus comícios, o então candidato acusava o país de roubar empregos e de se beneficiar de um superávit comercial astronômico nas trocas bilaterais.Trump quer que Pequim acabe com as restrições à atuação de empresas americanas no país, abra setores da economia que hoje estão fechados a investidores estrangeiros e coloque fim à pressão por transferência de tecnologia de companhias americanas que operam na China. “Reciprocidade” é a palavra que será repetida pelo americano.

“As prioridades de Trump serão Coreia do Norte e acesso a mercado”, disse Elizabeth Economy, diretora de Estudos Asiáticos do Council on Foreign Relations. Em relação a Pyongyang, ela disse que há várias negociações de bastidores em andamento. No front comercial e de investimentos, Elizabeth disse esperar “pequenas aberturas”, mas nada substancial.Arthur Kroeber, sócio-fundador da consultoria Gavekal Dragonomics, avaliou que Washington está em uma posição frágil na negociação com Pequim. “Há muita coisa que os EUA querem da China em termos de acesso a mercado, proteção de tecnologia e cooperação diante da Coreia do Norte. Mas há muito pouco que a China precise ou queira dos EUA.” Ambos não acreditam que Xi impulsionará reformas de mercado, que atenderiam algumas das preocupações americanas.

Compartilhe esta notícia:

Voltar Todas de Mundo

Deixe seu comentário

Os comentários estão desativados.

Lula tenta autorização para construir uma casa em São Bernardo, no ABC paulista
O Ministério da Saúde estuda ampliar a área de vacinação contra a febre amarela
Pode te interessar