Quarta-feira, 23 de setembro de 2026
Por Redação O Sul | 28 de janeiro de 2018
O presidente da República Michel Temer declarou que tem sofrido uma “oposição radical”, mas “curiosa”, porque não há manifestações contra ele na rua. Segundo ele, isso ocorre porque a população está notando a diferença entre o que ocorreu “no passado” e o que ocorre em seu governo.
“Todo mundo percebe que eu tenho sofrido uma oposição radical, mas uma oposição curiosa: Não tem gente na rua. Você perceber que, muitas vezes, quando há movimentos contra o presidente a serem examinados pelo Congresso Nacional (…) Não há uma pessoa em frente ao Congresso Nacional, não há um movimento de rua. O que acontece é que o povo está percebendo o que aconteceu no passado e o que está acontecendo agora”, disse o presidente em entrevista ao programa de estreia do apresentador Amaury Jr. na Band, na madrugada de domingo.
A conversa foi gravada no Palácio da Alvorada, em Brasília, e manteve o tom ameno e sem grandes provocações. Ao ser perguntado, genericamente, sobre a Operação Lava-Jato, o presidente disse que a operação está cumprindo seu papel regularmente e que todas as instituições funcionam “com tranquilidade”.
A entrevista integra as estratégias do Palácio do Planalto para divulgar e tentar popularizar a reforma da Previdência no Brasil. Também nesse domingo, o presidente foi entrevistado pelo apresentador e dono da rede SBT, Silvio Santos. Nesta segunda-feira, Michel Temer estará no programa do Ratinho, também no SBT.
O presidente ainda afirmou a Amaury Jr que deseja ser lembrado como “o sujeito que fez as reformas indispensáveis ao País”.
Uma dessas tarefas do governo Temer é a aprovação da reforma da Previdência, que, segundo o próprio presidente, já está sendo absorvida pela população. “E absorvido pela população isso repercutirá no Congresso Nacional. Tenho certeza que em fevereiro vamos conseguir aprovar a reforma da Previdência”, reiterou o chefe do Executivo.
Temer destacou que, além de ser necessária para garantir a aposentadoria da população, há um efeito internacional significativo da aprovação da reforma da Previdência, comentando o recente rebaixamento do rating do Brasil pela agência de classificação de risco S&P. “O que levou a essa nota de crédito foi a história de que você não vai conseguir a reforma da Previdência e isso é fundamental para o Brasil”, justificou Temer.
O presidente ainda lembrou as medidas de seu governo, como a reforma trabalhista, a recuperação do “prestígio da Petrobras” e o estabelecimento do teto de gastos. “Quem é que teve coragem de estabelecer um teto para os gastos públicos? Porque o que o governante mais quer é gastar, se tiver interesses eleitorais, sem dúvida alguma, quanto mais gastar, melhor”, defendeu.
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